Alto Vale
Foto: Divulgação

Na última quarta (14), o vereador de Taió Jair Alberto das Neves, popular Jinho, viajou à capital catarinense onde garantiu os recursos ao município para a implantação do parto humanizado no Hospital e Maternidade Dona Lisette.

A ideia partiu do vereador Jair, e quando comentou sobre o projeto com o deputado estadual João Amin (PP), ele imediatamente aprovou e disse que faria o possível para dar certo.

Jinho e Joel Sandro Macoppi, vereadores da bancada Progressista do Município de Taió, solicitaram no início do ano, a instalação de uma sala de parto humanizado no Hospital.

“Na metade do ano já havíamos feito um pedido para implantação de uma sala de parto humanizado. E nessa visita à capital, eu reiterei o pedido e consegui a garantia deste recurso” explicou Jinho.

O recurso virá através de uma emenda impositiva do deputado estadual João Amin (PP), e será direcionada direto ao Hospital de Taió para aquisição dos equipamentos e materiais necessários da sala. A emenda é do valor de R$150 mil. O hospital já tem o espaço reservado da sala onde os procedimentos serão realizados.

Jinho comenta que a direção do Hospital também aprovou e ficou contente em relação ao investimento por ser de grande importância para o município. “Será uma das salas mais seguras e equipadas do estado. Apesar do parto humanizado ainda não ter a popularidade de outros partos, ele é o que menos oferece risco à saúde da mãe e do bebê por acontecer de forma natural e segura”, comenta o vereador.

O recurso ainda não tem data precisa para ser recebido, mas chegará em 2018. “Quem sairá ganhando será a sociedade, não somente Taió! Isso será de suma importância para o crescimento da população, tanto local quanto microrregional”, conclui Jinho.

Sobre o parto humanizado

Em um parto humanizado, a ação é toda da mulher que segue o processo fisiológico do parto. O médico é apenas um expectador e só interfere se ocorrerem problemas. A grávida fica mais livre para escolher o que a faz se sentir melhor, como andar durante o trabalho de parto, escolher quem estará do lado, ir ao banheiro quando quiser, escolher a posição, respeitar as escolhas sobre métodos para aliviar a dor, evitar procedimentos desnecessários na mãe como a episiotomia (corte do períneo), tricotomia (raspagem de pelos pubianos), evitar procedimentos desnecessários no bebê, deixar mãe e filho juntos após o parto, entre outros.

“O termo parto humanizado foi inserido na mídia como alvo de discussão a partir de 2012. Na verdade o parto humanizado não é um tipo de parto, porque atualmente existem os partos vaginal, cesariana e o fórceps”, explica a Enfermeira especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Maquerli Stefani da Silva

Segundo ela, o parto normal, só pode ser considerado humanizado, quando se usa pouquíssimas intervenções farmacológicas ou de posicionamento da mulher. Quando é respeitado toda a fisiologia do processo do nascimento. O obstetra faz um acompanhamento de observação e só há intervenção quando há risco ou alguma patologia associada.

A enfermeira ressalta que a cesariana também pode ser humanizada quando for respeitado as vontades da mulher, ou seja quando ela consegue ver o bebe logo que nasce, tem acesso a sua individualidade, quando há informação dos profissionais em relação ao corte, se o bebê já nasceu, entre outras ações.

“Parto humanizado não pode ser visto como modelo de parto, ele é um acessório, uma forma de construção de trabalho. Humanizar é respeitar todas as condições da mulher, tanto como ser humano, tanto como espiritual, psicológico, biológico e social. Entender cada um na sua integralidade e não tratar todas como só mais uma, mas saber que aquele nascimento poderá ser uma experiência única na vida da mulher. É dar o protagonismo à mulher”, conclui Maquerli.

Elisiane Maciel