Alto Vale

Reportagem: Gabriela Szenczuk/DAV

Alguns projetos de mudanças para o trânsito da capital da cebola foram apresentados pelo prefeito Gervásio Maciel e o engenheiro responsável, Alexandre Gevaerd. As alterações prometem ser as maiores dos últimos 37 anos e a intenção é novo sistema seja implantado até o final do ano. Entre as propostas está a volta do estacionamento rotativo com gratuidade na primeira hora.

A configuração do trânsito hoje em dia é a mesma estabelecida em 1983 pelo prefeito em atual exercício, Gervásio Maciel. Agora, a ideia é preparar a cidade para novos tempos. “Nossa intenção é promover, junto com moradores e empresários, um novo sistema de tráfego de carros, caminhões, bicicletas e pedestres, capaz de comportar nosso trânsito para os próximos 20 ou 30 anos”, explica.

Uma das questões que mais gera polêmica é a manutenção do estacionamento paralelo na rua Presidente Nereu – a principal da cidade. Até alguns dias, o estacionamento era em 45º e alguns comerciantes preferem a volta do sistema antigo. Segundo a diretora do Departamento Municipal de Trânsito, Eliana Damann Costa, é uma questão a ser estudada. “É bom sempre considerar que, com o estacionamento paralelo, o trânsito passou a fluir melhor e o número de acidentes diminuiu”, afirma.

Outra mudança é a proposta de um novo sistema de estacionamento rotativo cobrado. Além disso, a volta da Área Azul é defendida pelo município. Segundo o prefeito da cidade, isso seria de responsabilidade administrativa da Fexponace –fundação veiculada à prefeitura que administra e incentiva o turismo, o esporte e a cultura. No novo modelo sugerido a primeira hora de permanência no estacionamento seria gratuita, começando a cobrança da tarifa, então, somente a partir da segunda hora. Após as duas horas, caso o veículo permanecesse na vaga, haveria a aplicação de multa e o valor cobrado seria destinado à Apae e para a Fexponace. “A ideia é forçar o motorista a desocupar a vaga, gerando rotatividade e, em consequência, incrementando o movimento no comércio”, afirma Gervásio.

O projeto elaborado pelo engenheiro responsável também prevê a implantação de mão-inglesa em algumas transversais das ruas centrais, mão-única em outras, diminuição do número de fases nas sinaleiras, construção de uma rotatória na confluência das ruas João Steffens e Noberto Pedro Ludwig, além de outra rotatória na confluência das ruas Adão Sents e Urbano Senem. Outros encontros serão realizados para coleta de sugestões e críticas. “Vamos ouvir exaustivamente a sociedade, para chegarmos a um projeto que satisfaça o máximo possível as expectativas de todos. É uma projeção para longo prazo e por isso precisa ser discutida em detalhes”, ressalta Maciel.

Engenharia dos projetos

Para que as ideias saiam do papel, a administração municipal contratou, via licitação, o engenheiro de tráfego, Alexandre Gevard, que já efetuou projetos em Blumenau, Brusque, Gaspar, Itajaí, Ibirama, Presidente Getúlio e Rio do Sul. Alexandre é formado em engenharia civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e tem mestrado na área de transportes nos Estados Unidos.
Segundo Alexandre, Ituporanga tem um bom sistema viário, mas pode melhorar. Para ele, o objetivo deste estudo, apresentação e realização dos projetos é diagnosticar os problemas e soluções para uma cidade que já não é mais uma província. “Cresceu muito nos últimos anos, está entre duas BRs. Temos um volume gigante de carros de várias cidades da região que passam diariamente por Ituporanga. Teremos mais segurança nos cruzamentos, mais fluidez nos semáforos e mais modernidade à cidade”, conclui.