Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Uma ação de impugnação de mandato eletivo ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral contra o prefeito de Santa Terezinha, Genir Antonio Junckes (MDB) e o vice-prefeito, Israel Olegário de Souza Moreira, foi julgada improcedente pela 38º Zona Eleitoral de Itaiópolis. A principal alegação é de que os candidatos teriam feito compra de votos durante a campanha eleitoral, em 2020.

A denúncia era de que na época, os candidatos teriam visitado uma residência e prometido emprego a uma jovem de 16 anos na loja de material de construção, cujo proprietário é o atual prefeito do município, em troca do voto da garota. Além disso, um cabo eleitoral da campanha também é citado no processo porque teria oferecido a um cidadão, certa quantia para votar em Genir. Como o prefeito é proprietário do estabelecimento, a alegação é de que um padrão de luz teria sido entregue em uma propriedade como forma de pagamento pelo voto.

As acusações foram investigadas pela 38ª Zona Eleitoral de Itaiópolis e o juiz decidiu que não há provas suficientes para pedido de impugnação do mandato de Genir e pediu arquivamento do processo, já que a jovem que teria recebido suposta proposta de emprego não é inscrita como eleitora e que o pai dela já teria demonstrado preferência partidária nas eleições passadas pela oposição da chapa vencedora, tendo inclusive realizado reuniões com eleitores em sua residência. Quanto à alegação do padrão de luz, ficou provado que o morador havia adquirido o material com um terceiro que também teria feito a instalação.

A reportagem entrou em contato com o prefeito do município, Genir Junckes  e ele afirmou que as denúncias ocorreram por conta do resultado  apertado da eleição. “A gente venceu as eleições do ano passado com o resultando bastante apertado, foi apenas um voto e a oposição não aceitou a derrota e foram tentar algum argumento para entrar com processo de cassação contra eu e o dr. Israel, nosso vice. As denúncias foram todas infundadas, nada provado. Quem fez as denúncias foram pessoas identificadas radicalmente contra nós, induzidos pelas lideranças da oposição”, comenta.

“Denunciaram, mas não tinham como provar, até mesmo porque no documento, a defesa provou por documentos que fizeram denúncia injusta. A mais grave é a que nós teríamos doado um poste para um cidadão, sendo que ele comprou de um prestador de serviço e pagou para instalar em junho do ano passado, fora do período eleitoral, após a passagem do ciclone bomba”, acrescenta.

Ele ainda explica que a sentença deixou ele e o vice satisfeitos e diz que foi fácil provar que as acusações não eram verídicas. “São mentiras, a menina que inventaram nem título tem, uma situação que até foi fácil de defender, porque as acusações não tinham embasamento algum. A gente ficou feliz porque a justiça foi feita. Como diz o ditado, a justiça sempre prevalece e a verdade tarda, mas não falha, então nessas condições a gente viu que o promotor e o juiz fizeram valer a verdade”, finaliza.