Alto Vale, Saúde
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Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

Em apenas três semanas 25 macacos foram encontrados mortos no município de Braço do Trombudo, o que acende um alerta para a existência da febre amarela, já que os primatas assim como os humanos podem vir a óbito se forem infectados pela doença que é transmitida em meio urbano pelo mosquito Aedes aegypti e em meio silvestre pelos mosquitos Haemagogus janthinomys e Sabethes.

A febre amarela é uma infecção viral que em estágios graves pode causar doenças cardíacas, hepáticas e renais fatais. Não existe um tratamento específico para a doença e a prevenção através da vacinação é a única forma de não ser infectado.

Uma das maiores lutas da Vigilância Epidemiológica dos municípios e do estado é a conscientização sobre o transmissor da doença, já que muitas pessoas acreditam que o macaco transmita a infecção. A verdade é que o primata é vítima assim como o ser humano e o único capaz de transmitir é o mosquito que também dissemina doenças como a dengue e chikungunya, por exemplo.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Braço do Trombudo, Marcia Zernoehlen Felipe, explica que no município a equipe trabalha no mapeamento dos locais onde os animais foram encontrados para a vacinação das pessoas que ainda não se imunizaram contra a doença. Ela revela ainda que até o momento não foi possível identificar se as mortes realmente foram causadas pela febre amarela. “A gente suspeita que os animais tenham sido contaminados por isso que a Vigilância Epidemiológica trabalha com o rastreamento de vacinações e quando existe a suspeita a gente intensifica os trabalhos de vacinação. Até hoje não temos identificado nenhum caso positivo nos macacos mortos, mas essa é uma dificuldade que o estado enfrenta, pois o resultado dos exames demora para chegar”, justifica.

Marcia reforça que a população não deve matar os animais, mas sim combater o mosquito. “Ainda se tem o mito de que é o macaco morto ou doente que transmite a doença, mas é o mosquito contaminado que pica o macaco e ele acaba morrendo. Então a gente chama os primatas de sentinelas pois quando eles morrem pode significar que existe a doença e por isso a gente tem que trabalhar com a vacinação em massa e orientar sobre a utilização de repelentes”, revela.

Os animais mortos foram encontrados nas localidades de Ribeirão Vitória, Transfaller, Rua Dom Pedro, Rua Tamandaré, Braço Novo, Furnas, Tiradentes, Duque de Caxias, Ribeirão Ernesto, Folhagem, Rua dos Pioneiros, Ribeirão Concórdia, Águas Sulfurosas, Ribeirão Ernesto, Rua Pioneiros.