Alto Vale
Foto: Divulgação PM

Cláudia Pletsch/DAV

As normas de enfrentamento ao coronavírus têm causado preocupações aos comerciantes da região. Depois de ter que manter os estabelecimentos fechados por cerca de um mês, em março quando iniciou a pandemia, os empresários sentiram o impacto dos dias sem vender, mas nem por isso as regras de distanciamento e higiene podem ser desobedecidas agora, já que especialistas alertam que a flexibilização pode acarretar uma nova onda da doença daqui há alguns meses, assim como vem acontecendo na Europa.

No Alto Vale, o 13º Batalhão de Polícia Militar já realizou 27.940 fiscalizações desde abril. Dessas fiscalizações 366 estabelecimentos foram notificados por descumprimento de alguma norma e nove chegaram a ser interditados. Na 1ª Companhia do 13º BPM com sede em Rio do Sul foram realizadas 6.926 fiscalizações, 37 notificações e uma interdição. Na 2ª Companhia com sede em Ibirama foram 3.444 fiscalizações e 14 notificações. Já na 3ª Companhia, foram 2.611 fiscalizações, 46 notificações e 4 interdições. Na 4ª Companhia com sede em Ituporanga foram realizadas 8.949 fiscalizações 269 notificações e quatro interdições.

O comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar de Rio do Sul, tenente-coronel, Renato Abreu explica que além da Vigilância Sanitária a PM fiscaliza e notifica pelos mais variados motivos, mas na maioria das vezes os estabelecimentos se adequam dentro do prazo para não serem notificados. “As notificações aos estabelecimentos se dão pelos mais variados motivos, geralmente é por falta de álcool em gel ou a falta da máscara e as vezes o acúmulo de pessoas e a falta de distanciamento. O protocolo da Polícia Militar funciona da seguinte forma: é feita uma fiscalização de rotina ou uma denúncia, a PM então vai até o estabelecimento e verifica se há irregularidades. É verificada toda a questão do álcool em gel, máscaras, luvas de plástico, proteção de vidro no caso de restaurantes, distanciamento social e afins. O Policial Militar vendo que alguma dessas regras não está sendo seguida ele vai ou orientar ou notificar, se ele notificar o estabelecimento tem uma hora para regularizar nos casos mais fáceis de resolver como falta de álcool em gel por exemplo, mas se em uma hora a PM voltar ao local e não estiver regularizado o próximo passo é interditar por cinco dias”, explica.

Só depois desse prazo de cinco dias ele poderá reabrir. Quando a notificação é por descumprimento de uma norma municipal é encaminhada para a Vigilância Sanitária do município que munida dessa notificação organiza um processo e notifica novamente ou autua aquele estabelecimento, podendo até gerar uma multa.

Na última semana em Rio do Sul a Vigilância Sanitária fez a interdição de um estabelecimento por conta de diversas notificações de perturbação ao sossego, e o comandante explica que na PM esse relato é o mais comum entre as chamadas. Ele ainda diz que a conscientização evita o retrabalho da Polícia Militar. “Na semana passada dobrou o número de ocorrências de perturbação do sossego em comparação com o ano passado, e a maioria dessas chamadas na verdade é aglomeração. Isso tem gerado um retrabalho muito grande pois muitas vezes a PM vai até a denúncia e não constata som alto nem aglomeração, não sabemos se quando veem que a viatura se aproxima baixam o som ou algo assim, mas não sendo constatado nada a polícia vai embora e aí a pessoa que se sentiu incomodada volta a ligar, então a PM poderia estar fazendo diversos outros trabalhos preventivos como a roubo, furto, tráfico de drogas e atitudes suspeitas, mas os policiais tem que estar sempre indo até as denúncias de perturbação”, finaliza.