Segurança
CRS/DAV

 

Reportagem: Jorge Matias/DAV

 

Ao todo 39 detentos que fazem parte do grupo de risco para a contaminação do coronavírus, foram liberados do Presídio Regional de Rio do Sul. Os presos cumprirão as suas penas em prisão domiciliar até o dia 1º de junho. Além da liberação dos presos, outras medidas de prevenção ao combate do Covid-19 foram estabelecidas na unidade como a proibição de visitas e atividades laborais.

 

Conforme o diretor do presídio, Eduardo Weber Xavier, dos 39 detentos liberados, a maioria já tem mais de 60 anos.

“Uma pequena parte desses que irão cumprir prisão domiciliar não é idosa, mas tem doenças crônicas, o que significa que também fazem parte do grupo de risco”, explica.

 

Xavier ainda afirma que as visitas foram proibidas no período de quarentena e outras ações foram promovidas para evitar o contágio.

“Além das visitas nós suspendemos a entrada de mercadorias, justamente para evitar um possível contágio de coronavírus”, disse. “As atividades laborais externas e internas também foram suspendidas com o objetivo de evitar o contato dos detentos”, completou.

 

Atualmente o Presídio Regional de Rio do Sul abriga 320 detentos, no entanto, o diretor explica que a maioria dos apenados que agora estão em prisão domiciliar, por conta da pandemia, devem retornar à prisão.

“Em razão da pandemia essas prisões podem ser prorrogadas, mas por enquanto o prazo estabelecido para a volta dos detentos que estão em prisão domiciliar é 1º de junho”, pontua.

 

Santa Catarina

 

A Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) anunciou a liberação de 1.077 detentos em Santa Catarina, no dia 22 de março. A medida seguiu determinação do Poder Judiciário, em função da pandemia de coronavírus.

 

A decisão foi determinada para internos próximos de progredir para o regime aberto, além de idosos e portadores de doenças crônicas e os detentos começaram a ser soltos ao longo dos últimos dias, de forma gradativa.

 

Logo após o decreto, que declarou estado de emergência no território catarinense, a Secretaria da Administração Prisional decidiu suspender as visitas nos presídios. Como consequência, o efetivo de segurança foi reforçado nas unidades.

 

De acordo com a Secretaria, a medida busca prestar eventual apoio às unidades prisionais. Em São Paulo, as medidas restritivas ocasionaram rebeliões em pelo menos quatro presídios. Mais de 1,3 mil presos fugiram. Em Santa Catarina nenhuma rebelião foi registrada até agora.