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Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

Depois de cerca de seis meses sem aulas presenciais a rede pública municipal pode retomar as atividades no próximo mês, mas com a possibilidade de retorno surge também a preocupação tanto das famílias quanto dos servidores das escolas com relação a efetiva higiene das crianças e das unidades e a chance de um novo ciclo de contaminações pelo coronavírus. Um pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Educação de Rio do Sul apontou que mais de metade dos pais não apoiam a volta.
A pesquisa tinha perguntas objetivas para pais ou responsáveis pelos alunos, além de servidores da rede pública municipal e foi enviada através do whatsapp. O objetivo era avaliar a opinião das famílias e colaboradores sobre a retomada das aulas presencias. Segundo a secretária de Educação Janara Mafra, mais de 90% dos familiares responderam a pesquisa, e 51,4% disseram que não se sentem seguros com a retomada no próximo mês. O levantamento apontou ainda que 64,3% dos servidores das escolas municipais também res não se sentem seguros para trabalhar nesse retorno. “Nós estamos preparados para um possível retorno no sentido de preparação dos itens necessários. Fizemos a solicitação da compra dos scanners de temperatura, dois em cada unidade educacional, fizemos a compra também dos tapetes de higienização, nos preparamos para a faixa de distanciamento, álcool em gel, as máscaras descartáveis que os professores tem que usar e também se houver a possibilidade de retorno que seja de uma forma muito organizada para que a gente possa observar o que o aluno aprendeu nesse período de pandemia e fazer um diagnóstico preciso do estágio de aprendizado”, explica.
A secretária ainda conta que o objetivo da pesquisa é levar em consideração as opiniões não somente das lideranças, mas também dos pais, familiares e colaboradores para que a decisão quanto ao melhor momento para o retorno seja tomada em conjunto. “Cada município tem que fazer seu protocolo, seu comitê, nós ainda estamos formando o nosso e temos uma reunião amanhã com várias instituições de ensino aqui de Rio do Sul para que a gente possa definir algo também de acordo com o que as famílias pensam, com o que os profissionais pensam e todos que trabalham com a educação. Ainda existe um receio quanto ao retorno, os pais puderam no decorrer do ano se organizar para que seus filhos tivessem sua aprendizagem garantida de suas casas, junto dos professores. E para aqueles que não tinham acesso a computadores ou internet a Secretaria disponibilizou o material impresso então as famílias passaram a buscar e levar para seus filhos, e agora depois dessa adequação os pais começam a ter mais receio quanto a deixar os filhos saírem de casa”, avalia.
A data de retorno das aulas ainda não foi definida. As atividades presenciais no estado foram paralisadas em 19 de março e estão suspensas até 12 de outubro. O retorno depende da evolução da doença, porém segundo o Plano de Contingência Estadual para Educação (PlanCon), apresentado pelo Governo do Estado na última semana, a retomada deve ser opcional e iniciar por alunos do terceiro ano do Ensino Médio e por estudantes com maior dificuldade em assimilar o conteúdo letivo.