Alto Vale
Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Os 54 detentos do Presídio Regional de Rio do Sul que estão temporariamente em prisão domiciliar, poderão ter o benefício prorrogado. A solicitação foi feita pela direção da unidade para tentar evitar a contaminação dos demais presos por covid-19 em seu retorno. O pedido ainda está sendo avaliado pelo juiz Cláudio Marcio Areco Junior.

De acordo com o diretor do Presídio, Nei Feuzer, esses detentos tiveram a saída temporária estendida e depois foram beneficiados com a prisão domiciliar que pode ou não ser prorrogada dependendo da decisão do magistrado. “Entendemos que agora não seria o momento de retornarem”, disse.

Todos saíram praticamente na mesma data, mas o retorno também seria escalonado a pedido da direção. “Estamos com cerca de 12 a 15 presos retornando por semana para conseguimos fazer um isolamento eficaz porque já temos o fluxo de entrada normal de presos e aí precisamos esvaziar mais uma cela para fazer o isolamento desses que retornam semanalmente. Esse pedido nosso está em análise para decisão e esperamos que em relação aos 54 seja deferido pelo juiz, pois eles estariam retornando esta semana. Já tivemos um retorno de 13 presos na segunda-feira e todos estão isolados então protocolamos esse pedido”, disse.

Atualmente o presídio tem 225 vagas, mas abriga 370 presos, sem contar os 54 que estão em prisão domiciliar, medida que segundo Feuzer estaria ajudando no controle para evitar a contaminação. “Essas saídas estendidas têm nos auxiliado no controle de entrada de novos detentos, visto que fazemos o isolamento de cada um por um período mínimo de sete dias e um monitoramento, mas para isso é necessário ter espaço e com a superlotação esse trabalho fica bem mais complexo”, explica.

O diretor revela ainda que eles têm buscado manter uma rotina de sanitização e controle de acesso rigorosos no presídio. “Essas medidas têm surtido um bom efeito aqui para evitar a contaminação por covid-19 na nossa unidade. Desde o início da pandemia tivemos apenas um caso de detento diagnosticado positivo e que deu entrada já contaminado e nosso isolamento e controle foi eficaz e não houve mais nenhuma contaminação, não temos nenhum caso suspeito sequer”, acrescenta.

Ele comenta ainda que sempre que possível a direção busca a transferência de detentos, mas atualmente uma portaria da Secretaria de Estado da Administração Prisional proíbe esses deslocamentos entre unidades em virtude do agravamento da pandemia no estado.