Alto Vale
Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Após quase 10 anos de espera, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva anunciou esta semana a licitação para recuperação da SC-425, em Mirim Doce. O trecho de quase oito quilômetros é motivo de preocupação para motoristas, em razão das más condições da rodovia. A abertura das propostas está prevista para o dia 10 de junho e o prazo de execução será de 12 meses.

Leonardo Salvagio Adriano trabalha como auxiliar de escritório na empresa do pai no ramo de madeiras que fica às margens da rodovia. Ele conta que a via cheia de buracos custa caro para eles, já que até o valor do frete da matéria-prima fica mais alto. Com as obras será possível melhorar as condições de escoação da produção, além de tornar o trecho mais seguro. “É uma boa notícia para a gente que sofreu tanto com esse asfalto sempre ruim, quebrado, porque desde a inauguração não ficou bom. Quando inauguraram já tinham buracos. Isso prejudica na escoação do produto pronto para a venda e também para trazer matéria-prima, logística da empresa, questão de terceiros que fazem entrega, o pessoal sempre reclama porque a estrada é ruim, cobram a mais no frete”, revela.

Leonardo ainda comenta que o asfalto da SC-425, mesmo com fluxo menos intenso do que as rodovias federais, se deteriorou rapidamente. “O fluxo de veículos é bem menor se comparado a BR-470, por exemplo. Não deve ter sido um serviço bem feito na época, mas de qualquer forma essa é uma notícia boa para quem mora aqui perto, fico contente. O valor é alto, mas se ficar bom, vai ser melhor para todo mundo, que não fique como daquela vez, senão não adianta”, enfatiza.

A licitação para restauração do acesso à Mirim Doce agendada para dia 10 de junho abrange não apenas a recuperação do pavimento, mas a terraplanagem, drenagem, sinalização e outros serviços no trecho de 7,7 quilômetros, que vai do acesso ao município até o entroncamento com a BR-470. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Infraestrutura do Estado, o prazo de execução, após abertura das propostas no dia 10 de junho, é de 12 meses. O investimento é de R$9,4 milhões.

Para o prefeito do município, Bernardo Peron (PSD), a notícia representa esperança, visto que a população sofre com a situação em que se encontra a rodovia. “Essa renovação da estrada representa para a sociedade um alívio e uma esperança porque a população sofre com as más condições da via. É uma questão de conforto, segurança e prosperidade para o município porque as empresas já não estavam mais querendo vir por causa da SC, isso acaba impedindo de certa forma o desenvolvimento. São quase 12 anos de espera, desde 2009. Finalmente parece que vai ser resolvido o problema e encerrada essa etapa ruim. É claro que ainda demora um pouco até ficar tudo pronto, mas o importante é saber que as coisas estão caminhando”, disse. Bernardo ainda ressalta a importância da participação das empresas e de um valor adequado para que haja interesse. “São 7,7 quilômetros. É um valor alto, mas a gente espera que fique bom”, acrescenta.

O deputado estadual Milton Hobus também falou sobre a conquista e destacou a importância de melhorar a rodovia, no sentido de proporcionar segurança e dar condições de desenvolvimento e geração de renda para a cidade. “Cobrei essa e outras obras porque sei da importância dela para os moradores do município e para o escoamento da produção dos nossos agricultores. Infraestrutura traz mais segurança, desenvolvimento e gera mais emprego”, completa.

O morador Filippi Ramos, que também é vereador na cidade, comentou a urgência da recuperação, mas lamenta o fato de que os investimentos já feitos não serão recuperados. “Acho que é uma obra de extrema necessidade, a população do município precisa de um acesso pavimentado, é o único município do Estado sem acesso pavimentado decente, anos aguardando sair da promessa de eleições. Mirim Doce ganha muito em desenvolvimento econômico e mobilidade. Aguardo ansioso o início das obras com a empresa vencedora. A cidade com toda certeza sairá ganhando com isso. Infelizmente os recursos das outras obras não foram recuperados, porém precisamos dessa revitalização”, avalia.