Alto Vale, polícia
Foto: Ramiro Fernandes

Cláudia Pletsch/DAV

Foi realizada nesta manhã em Taió, uma reunião entre o comandante da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina, Evaldo Hoffmann, diversas lideranças políticas da região e representantes da  Polícia Militar do município. O objetivo do encontro era buscar soluções e esclarecimentos sobre a polêmica envolvendo a chamada “Máfia do Guincho”.

Segundo informações da Câmara de Vereadores de Taió a partir da tarde de ontem (20), já ficou definido que todos os policiais deverão utilizar uma câmera acoplada para filmar o momento da abordagem. Além disso, a PM ainda se comprometeu a encaminhar para a Secretaria da Infraestrutura do município que é responsável pela contratação do serviço de guincho as denúncias da população, que relatam estar sofrendo cobranças irregulares por parte do serviço.

Entenda o caso

Desde o início do mês de julho diversos moradores de Taió e região relatam que tiveram seus veículos guinchados pela Polícia Militar Rodoviária de Taió alegando atraso no pagamento do licenciamento. Os relatos em sua maioria falam sobre o abuso de poder e sobre o não cumprimento de uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Cotran) que suspende por tempo indeterminado a renovação da Carteira Nacional de Habilitação e a regularização de veículos no exercício 2020.

A vendedora Viviane da Silva Sieves que é moradora de Mirim Doce, conta que no  mês passado foi abordada pela Polícia e teve seu carro guinchado quando o policial alegou o não pagamento do licenciamento. Ela relata que explicou que o licenciamento já havia sido pago, mas que o documento ainda estava no despachante, mesmo assim o carro foi levado.  “Ele nem hesitou, não quis nem abrir o sistema para ver se estava pago, simplesmente disse que estaria me multando e autuando pelo licenciamento atrasado. Ele poderia ter me dado o prazo de ir até o despachante e pegar o documento, mas ele simplesmente guinchou meu carro. Foi um transtorno absurdo, pois eu tive que gastar muito para ir até Taió pegar o documento que estava pago e voltar”, afirma.

Nas redes sociais o morador de Rio do Sul, Arlindo Ender, também fez um relato parecido. “Tive meu veículo apreendido em 13 de julho por não ter emitido o licenciamento, mesmo com tudo pago, não teve acerto com os policiais. O prejuízo foi grande, guincho e pátio R$ 500,00. Despachante pra agilizar a retirada do licenciamento R$ 200,00. Multa por não estar licenciado R$ 300,00. Aluguel de veículo por 3 dias pra poder trabalhar R$ 300,00. Veículo pra me buscar em Taió e buscar as mercadorias que estavam no carro R$ 80,00. Agora recebo a notícia que a Polícia Militar Rodoviária não respeitou uma Resolução”, afirmou.