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Foto ilustrativa/ divulgação

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A Associação de Familiares e Amigos de Pessoas com Autismo e Deficiências Intelectuais e Múltiplas (Afadi), em Rio do Sul, vai ofertar a partir do próximo ano, atendimentos com vários profissionais. A intenção é fazer com que as crianças e adolescentes sem condições também tenham acesso aos especialistas para poder ter uma melhor qualidade de vida.

Segundo a presidente da Afadi, Rita Schlemper, o grupo iniciou há mais de dois anos com algumas mães que queriam poder possibilitar a evolução das crianças já que os atendimentos costumam ser muito caros.

“O nosso projeto sempre foi de um dia poder clinicar para essas crianças, adolescentes de famílias menos favorecidas. A gente iniciou com o grupo de apoio que tem mais de dois anos, porque nós entendemos que era necessário primeiro dar um suporte aos pais, acolhê-los, direcioná-los. Aí surgiu a vontade de criar uma associação entre algumas mães de pessoas com autismo, e na época eu e a Silvane da Silva, a gente comentava de um dia poder ajudar na evolução dessas crianças, porque nós sabemos que os atendimentos são muito caros e muitos pais não conseguem ter plano de saúde para os filhos”, revela.

Sem muitos recursos a Associação nasceu e passou por algumas locações até conseguir o repasse de uma infraestrutura da prefeitura para os atendimentos. “Num primeiro momento tivemos um convite do Naae para irmos junto ao endereço onde tinha uma creche, um centro de educação infantil, mas percebemos que o espaço seria pequeno para poder clinicar. Em conversa com o poder público recebemos a notícia que seria desocupado o Centro Pop e a Afadi seria a beneficiada com este imóvel e é exatamente o que nós precisávamos”, afirma.

Agora, com uma melhor estrutura, a Afadi planeja disponibilizar uma equipe multidisciplinar para atender. Ela explica que além de ajuda psicológica, eles também precisam de auxílio em relação à coordenação motora e por isso há necessidade de outros profissionais. Mas isso só será possível com um convênio que a Prefeitura de Rio do Sul deve assinar no início do próximo ano.

“Vamos colocar no local uma equipe multidisciplinar para atender, como fonoaudióloga, psicóloga e terapeuta ocupacional, profissional de fisioterapia e de educação física. O estímulo também precisa ser físico. Embora o autista apresente o seu ponto mais forte no psíquico/psicológico, mas muitos têm a coordenação motora falha. Por isso a necessidade de vários profissionais e ano que vem conseguiremos atender através de um convênio com a prefeitura”, enfatiza.

Rita comenta que o convênio não vai ajudar apenas as pessoas que precisam do atendimento, mas também o Centro Ambulatorial e a Policlínica.
“Este convênio com a Afadi, de certa forma vai desafogar um pouco os atendimentos no município. Hoje nós temos na cidade um Centro Ambulatorial que atende pessoas com autismo e a própria policlínica que tem a equipe multidisciplinar. Na Afadi, a ideia é iniciar aos poucos para ir crescendo, conforme a demanda e conforme a estrutura. Então somos muito gratos pelo o que a Prefeitura fez por nós”, completa.