Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Junto com o fim do ano, chega a época da safra para os fumicultores da região.  O período é marcado pela colheita das folhas, que seguindo um processo passam por estufas de temperaturas altas para a secagem. Este é um tempo de muito trabalho e dedicação para os agricultores, que desempenham a função sob sol forte ou chuva, já que é um período decisivo para a qualidade das folhas.  Contudo, há muitos riscos oferecidos por fenômenos naturais e até incêndios durante o processo de secagem, que foi o que aconteceu com o Adir França de Chapadão do Lageado.

O agricultor trabalha há vários anos com a cultura e não esperava ter esse prejuízo. Ele conta que perdeu 100% do fumo que estava na estufa na última quinta-feira (10). “O rapaz do seguro fez o levantamento do prejuízo, mas não será o suficiente, se for usar o dinheiro para consertar a estufa já vai tudo”, comenta.

Ele diz ainda que as folhas já estavam maiores por se tratar da terceira fase de colheita e que já existe uma suspeita da causa do incêndio. “Na estufa tinha entre 65 e 70 arrobas de fumo secando e deu perda total, a estufa deu 80% de perda e o prejuízo é grande.  A gente suspeita que tenha sido uma faísca que saiu da fornalha e que pegou no fumo, porque o fogo começou no fumo dentro da estufa”, explica.

De acordo com o relatório do Corpo de Bombeiros, quando a viatura chegou ao local já havia um caminhão pipa da prefeitura fazendo o resfriamento da parte de fora. “A guarnição abriu uma das portas com cautela e extinguiu os focos visíveis, pois havia muita fumaça. Logo após deu-se início a ventilação forçada, horizontal, sendo aberta todas as portas e janelas da edificação e os focos de incêndio restantes foram extinguidos também. O fogo consumiu parte do fumo e a fumaça danificou o restante.  Foram utilizados cerca de 3 mil litros de água do caminhão pipa no combate às chamas, rescaldo e resfriamento externo”, diz relatório.

Embora a situação seja desanimadora, essa não é a primeira vez que estufas pegam fogo no Alto Vale. Este ano, a guarnição do Corpo Bombeiros de Ituporanga já atendeu outras ocorrências similares.

O agricultor ressalta ainda que só lhe resta continuar trabalhando, mas que é uma situação difícil não só para ele, mas para todos que perdem sua produção de alguma forma. “Não tem muito o que falar,  é prejuízo. Agora tenho que continuar com o que ainda tem na roça”, finaliza.