Alto Vale
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Cláudia Pletsch/DAV

Um problema que muitas cidades do Alto Vale enfrentam são as cheias, nas épocas mais chuvosas muitas ruas de diversos municípios ficam alagadas prejudicando não somente a saúde e o bem estar das pessoas, mas o funcionamento do comércio. Em Pouso Redondo, no último domingo o volume de chuvas passou dos 100 milímetros em poucas horas, o que fez com que a rua 23 de Julho ficasse tomada pela água, por isso os lojistas do município decidiram pedir ajuda para encontrar uma solução para o problema histórico na cidade.

O presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas (CDL) de Pouso Redondo, Felipe Taufenbach, explica que esse é um problema que acontece há muitos anos e que muitas vezes a água não chega a entrar nas lojas, mas quando os veículos passam pelas ruas alagadas acabam criando uma onda que joga a água suja para dentro dos estabelecimentos comerciais. Os lojistas por sua vez precisam interromper o funcionamento para fazer a limpeza do local, além de ter suas mercadorias comprometidas. “A situação é recorrente e cada vez fica pior, no caso desse último domingo claro que foi um volume de chuvas bem alto e isso a gente também entende que é a natureza, mas a reunião que eu tive com o prefeito é justamente para tentar buscar uma solução em conjunto. Minha sugestão primeiramente era para contratar um especialista nessa área, um engenheiro pluvial ou alguma coisa nesse sentido que faça um estudo para ver realmente qual que é o problema, pois muitos falam de tubulação, outros falam da saída da água no rio, outros falam do entroncamento de tubos mas não se sabe ao certo o que causa isso”, avalia.

A Ivanir Martins é proprietária da Pizzaria Tijolinho, uma das mais atingidas pela chuva do último domingo. Ela conta que a água suja alagou o estabelecimento e que por isso não conseguiu fazer o atendimento naquele dia. “É água de esgoto com cheiro ruim, entrava por trás do estabelecimento e saía pela frente, foi bem difícil na hora, muitas pessoas ligaram para fazer encomendas e a gente tinha que dizer que não dava para atender pois não tínhamos como fazer. Quando começa a alagar assim, o que resta é esperar e naquela noite nós tivemos que esperar passar. É complicado pois as coisas já estão difíceis com a pandemia e ainda tivemos prejuízos por ficar sem atender”, relata.

Outra moradora que também trabalha em um estabelecimento da cidade é a Franciane Gessner, ela conta que o local onde trabalha não foi prejudicado e teve que passar apenas por uma limpeza, mas diz que estava na rua quando o temporal aconteceu e ficou assustada com a força da natureza. “No momento da chuva eu estava no centro, era muita água, descia muita água do morro e eu acredito que nada daria conta da quantidade de água, claro que a gente tem que resolver o problema que temos aqui, mas naquele momento era muita chuva, eu tinha deixado meu veículo mais pra cima e estava andando com o carrinho com meu filho aí tive que me abrigar em um restaurante pois não conseguia mais chegar no carro”, comenta.

O vice-prefeito de Pouso Redondo, Rafael Tambozi, disse que o prefeito cumpriu agenda em Florianópolis nessa quinta-feira (28) e que entre os compromissos estaria a busca por recursos para a drenagem e a construção de uma galeria pluvial. “Esse é um problema histórico do município, a tubulação existente ali não suporta quando dá um volume muito grande de chuva, então a gente está iniciando agora a elaboração de um projeto de drenagem e de uma galeria pluvial que a gente vai ter que construir, por isso o prefeito foi buscar recursos. Lógico, o município também tem recursos e poderia usar recursos próprios, mas se conseguir alguma coisa de convênio com o estado ou uma emenda parlamentar já ajuda”, explica.

Rafael revela também que o estudo hidrológico do local já foi iniciado. “Os nossos técnicos e engenheiros da Secretaria de Infraestrutura e Obras já começaram um levantamento para dimensionar a área afetada e ver o dimensionamento que deve ter a tubulação”, finaliza.