Alto Vale, Cidade
Foto: Manuella Mariani

Reportagem: Manuella Mariani

O novo Mapa de Gestão da Saúde elaborado pelo Governo de Santa Catarina que indica os níveis de riscos da pandemia de Covid-19 no estado apontou que o Alto Vale já está na situação considerada grave o que indica um aumento do número de casos na região e seu reflexo na quantidade de casos graves e que necessitam de internação em unidades de terapia intensiva (UTI).

Diante da situação, representantes das cidades vão se reunir nesta sexta-feira (10) na Associação dos Municípios do Itajaí (Amavi ) para discutir medidas que poderiam frear a disseminação do vírus. A atual coordenadora do Colegiado Regional de Gestores de Saúde, Cláudia Regina Ferreira, comenta que numa reunião da Câmara Técnica nesta quinta-feira (9) foram elencadas algumas recomendações que serão apresentadas no encontro. “Mas na reunião do Colegiado é que vai acontecer a deliberação das medidas restritivas”, esclareceu.

O mapa é dividido em quatro categorias: moderada, alta, grave e gravíssima. A classificação se dá pelos fatores de índice de isolamento social, investigação, testagem e isolamento dos casos, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação do número de leitos.

Na região a capacidade de atendimento nas unidades de saúde do Alto Vale estão diminuindo. O Hospital Regional Alto Vale de Rio do Sul informou na tarde desta quinta-feira (9) que possui cinco pacientes com COVID-19 confirmados na UTI e mais um caso suspeito internado, o maior número registrado desde o início da pandemia, o que é visto com preocupação. “Com relação aos pacientes que a gente está precisando atender, de modo geral, estamos conseguido encaminhar para alguma UTI, em um curto período de tempo. Não temos pacientes desassistidos. Mas eu tenho vaga sempre? Não”, disse o diretor técnico do hospital, o médico Marcelo Vier Gambetta.

De acordo com ele a situação começa a se agravar porque novos leitos de UTI estão sem respiradores e monitores. Ele afirma que o HRAV espera a liberação de 10 respiradores prometidos pelo Governo do Estado para os próximos dias.

Já a direção do Hospital Bom Jesus de Ituporanga informou que a unidade conta com apenas um leito para Covid-19 e até ontem ele já estava ocupado com um caso suspeito. O hospital possui também 10 leitos para receber pacientes com outros problemas de saúde, sendo que três contam com respiradores.  O HBJ explicou ainda que caso haja necessidade por aumento de demanda, encaminha o paciente para o Hospital OASE de Timbó, referência em tratamento contra Covid-19.

A diretora do Hospital de Ibirama, Silvana Leite da Costa, afirma que apesar de contar com uma UTI com 10 leitos, a unidade não possui um leito para internação de pacientes com Covid. “Caso a unidade receba alguém com diagnóstico positivo o paciente é encaminhado para o hospital Oase em Timbó que é a referência e atualmente só atende casos de Covid”, disse.

Preocupação em outras regiões

O mapa do estado aponta a necessidade de ampliação de leitos de UTI também em outras regiões, como Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna e Xanxerê. Algumas unidades do Vale, Litoral Norte e Florianópolis anunciaram a lotação nos últimos dias. O estado está em busca da ampliação dos leitos com envio de equipamentos.

O governo alerta que caso não haja uma intervenção rápida para a contenção do avanço do vírus, a quantidade de casos graves que surgirão não serão suportados pelos serviços de saúde disponíveis.