Cidade, Saúde
Foto: Alan Garcia/DAV

Reportagem: Cláudia Pletsch/DAV

Falta um pouco mais de um mês para acabar o ano e a esperança de muitas pessoas era ver o fim da pandemia para poder comemorar livremente com a família as datas especiais. Vivendo uma realidade fora do comum, os casos de contaminação pela doença tiveram uma baixa significativa, mas nas últimas semanas os números começaram a aumentar novamente levando o Alto Vale para estado Grave na matriz de risco que contabiliza os novos casos de contaminação pelo coronavírus e também a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com a doença.

Em estado Grave a região do Alto Vale se mantém com diversas medidas restritivas e somente em Rio do Sul nessa semana, de segunda-feira (9) até quinta-feira (12) foram contabilizados 136 novos casos.

De acordo com dados do Hospital Regional Alto Vale nessa quinta-feira (12) havia uma pessoa internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com confirmação da doença e outros três suspeitos. Um paciente confirmado internado na enfermaria do Pronto Socorro Exclusivo do Hospital e outros três pacientes confirmados que não estão internados.

Ainda nessa quinta-feira o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, garantiu que não faltarão recursos aos hospitais para o combate à pandemia. Foi na manhã dessa quinta-feira que o presidente da Federação dos Hospitais de Santa Catarina, Giovani Nascimento, acompanhado pelo diretor executivo da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Santa Catarina (Fehoesc), Braz Vieira, com o secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro na capital. Participaram também do encontro, representantes da equipe técnica da Secretaria do Estado da Saúde (SES), além de outras entidades hospitalares.

Segundo informações repassadas pelo Hospital Regional, o secretário convocou a reunião para reafirmar o compromisso do Estado em custear as estruturas montadas para o combate do coronavírus, caso o Ministério da Saúde não renove as habilitações, até 31 de dezembro deste ano. Ainda de acordo com o hospital, havia uma preocupação por parte da rede privada e filantrópica sobre o custeio dos leitos de UTI em função da falta de habilitações.
O secretário disse também que conta com o apoio dos municípios para garantir esses pagamentos, já que eles também receberam recursos federais no combate da pandemia. Outra questão abordada foi a demora para fazer o repasse de recursos para alguns hospitais, Motta Ribeiro reconheceu que há casos específicos, mas o problema se relaciona em muitos casos com a falta de documentação por parte das instituições. “Às vezes demora, mas faremos o repasse para todos, não é intenção do estado segurar recursos”, afirmou.

Na reunião o secretário comunicou ainda que tem a intenção de manter para 2021, 50% dos leitos de UTI criados para combater a Covid-19. Serão 320 UTIs adulto e 80 UTIs neonatal. Motta Ribeiro anunciou tembém que manterá o pagamento do teto da política hospitalar catarinense aos hospitais até 30 de junho de 2021 e que ainda no ano que vem, implantará a Política de Cirurgias Eletivas.

O presidente da Fehoesc, Giovani Nascimento, fez questão de parabenizar o trabalho desenvolvido pelo Centro Operacional de Emergência em Saúde (Coes), no planejamento das ações de combate a Covid-19 em Santa Catarina, ao qual a Fehoesc faz parte desde março deste ano, tendo como representante o diretor executivo da Federação, Braz Vieira. “Com esta parceria houve uma celeridade na entrega de documentos na busca de informações, esses fatores colaboraram para Santa Catarina seja destaque nacional no combate a pandemia”, afirma.

O presidente da Fehoesc, também destacou a importância da palavra empenhada do secretário em honrar os pagamentos, para tranquilizar os gestores hospitalares que enfrentam novos desafios com o aumento crescente de casos. “Precisamos acreditar em quem é nosso parceiro, precisamos de união para avançarmos”, finaliza.