Alto Vale
Foto: Adriano Gava

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Após algumas semanas com baixa nos casos confirmados de Covid-19, o Alto Vale do Itajaí apresentou piora em relação à Avaliação de Risco Potencial de propagação do vírus. A região que era classificada como risco Alto de transmissão, representada pela cor amarela, agora voltou a ser classificada como Grave, identificada pela cor laranja.

Segundo presidente da Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), Joel Longen a nova classificação traz além da preocupação, algumas mudanças em relação aos protocolos de segurança. “Algumas mudanças vão acontecer, por exemplo, os eventos, reuniões, seminários que agora só podem ser realizados com 25% de ocupação e igrejas com 50%. A gente deve seguir as portarias do Estado nos 28 municípios que pertencem à Amavi, então, as escolas que já tinham uma previsão para voltar no risco Alto, no Grave não vão poder. Nós tomamos a decisão de não retomar as aulas presenciais, mas podemos ir nos preparando para a volta e organizar para que no ano que vem possa haver esse retorno”, declara.

Após falar sobre restrições, Joel faz um pedido à população, para que os moradores tomem mais cuidado e intensifiquem as medidas de prevenção. “Tem o feriadão no final de semana, então, vamos cuidar com aglomerações, festas com muitas pessoas. Curtam somente com a família, que é melhor porque a gente não está confortável com essa volta. Já estávamos melhor e agora estamos piorando. A segunda onda está sendo falada e nós temos que ter muito cuidado para que isso não ocorra. Vamos adotar as medidas de higiene, evitar aglomerações, respeitar os decretos e portarias”, diz.

O presidente da Amavi também destaca a situação de propagação do vírus em cidades maiores, como Florianópolis. Segundo ele, mais de 80% dos leitos de UTI estão ocupados e o momento é crítico. “Na capital, 80, até 90% dos leitos de UTI estão ocupados novamente e isso é grave, preocupante. Vamos voltar na mesma tecla, usar máscara, álcool gel, evitar aglomeração, para que essa segunda onda passe e passe o mais leve possível, é o nosso desejo”, afirma.

Desrespeito aos protocolos de segurança

O avanço no número de casos pode indicar uma nova onda do vírus no estado, que permaneceu por mais de um mês em potencial Gravíssimo de contaminação, depois passou para Grave e em seguida para Alto.

O desrespeito às regras estabelecidas pelas autoridades de Saúde tornou-se cada vez mais evidente. Após quase nove meses de pandemia, a população parece estar cansada do assunto e hábitos simples, como o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento são deixados de lado por muitas pessoas, principalmente quando uma pequena queda no número de casos há alguns dias foi anunciada.

No último final de semana, por exemplo, no município de Pouso Redondo, a Polícia Militar interditou um evento com cerca de 600 pessoas e fez uma grande apreensão de drogas. Em Ibirama, a PM também investiga um evento que teria ocorrido com aglomeração e descumprindo a legislação. Alguns eventos, como casamentos e aniversários haviam sido liberados quando o risco de contaminação estava Alto, desde que uma série de regras fossem cumpridas.

Regiões em nível Grave

Oito regiões do estado encontram-se em nível Grave de risco para Covid-19 e oito em Alto. Quatro regiões tiveram o risco aumentado, modificando de Alto para Grave, sendo Foz do Rio Itajaí, Alto Vale do Itajaí, Serra Catarinense e Oeste. Outras quatro se mantiveram em nível Grave, é o caso das regiões do Extremo Oeste, Grande Florianópolis, Laguna e Extremo Sul. Por fim, duas regiões tiveram o risco reduzido de Grave para Alto, o Alto Uruguai Catarinense e o Planalto Norte.