Estado

Na manhã do último sábado (11), em reunião com lideranças políticas do Partido Progressista da região, o Deputado Federal Esperidião Amin discursou palavras de incentivo acerca da candidatura de candidatos do PP do Alto Vale tanto para deputado estadual e federal quanto para o Governo do Estado e Senado Federal. Ainda afirma que “Se deixarem [o partido], tem 100% de chances de eu ser candidato a governador”.

O deputado Amin ainda reforça que não existe a possibilidade do PP se aliar ao PMDB em uma possível chapa ao lado do PSD de Raimundo Colombo, mantendo assim, a histórica luta pelo poder entre peemedebistas e progressistas em Santa Catarina. Quando questionado sobre a possibilidade do ex-prefeito de Presidente Getúlio por dois mandatos, Nilson Stainsack, concorrer para deputado estadual, Amin foi enfático. “Acho excelente, mas o partido não pode ficar dependendo de uma candidatura e de uma hipótese. Tem que ter mais candidatos, tanto para deputado quanto para governador, porque é imperioso que nós tenhamos candidatura. E os diretórios municipais têm que ser leais a este projeto. Nós vamos ganhar essa eleição e quem tiver medo de disputá-la, vai prestar um desserviço [ao PP]”, salientou o ex-governador.

Lava-Jato

Para Esperidião Amin as eleições do ano que vem serão fundamentadas nos resultados da Operação Lava-Jato, pois a opinião pública está sendo embasada nos acontecimentos levantados pela Polícia Federal. “O principal adversário da Lava-Jato hoje é o PMDB, no passado, foi o PT. Para uma empresa confessar que pagou três bilhões e 400 milhões em propina, é porque foi institucionalizado [a corrupção]”, declarou Amin.

Ano passado o parlamentar catarinense causou polêmica no Planalto Central ao posicionar-se a favor de um limite legal de seis meses para que políticos com mandatos eletivos sejam investigados por seus atos, podendo ser estendido por mais seis meses. Muitos especialistas entenderam que isto poderia livrar o mandato de alguns réus em processos da Lava Jato e Amin comentou seu entendimento da proposta. “O Ministério Público não tem prazo para investigar. Se fosse o Imposto de Renda eles pegavam na hora. Isso só beneficia quem é o réu, se eu sou culpado, eu quero mais é ir enrolando a investigação”, comentou Amin.

Airton Ramos