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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Na manhã desta quarta-feira (9), o secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, esteve em Rio do Sul para conhecer as demandas do Hospital Samária. Na oportunidade ele se comprometeu em repassar recursos para algumas demandas da unidade e outras instituições da região, citou a importância da vacinação em crianças e afirmou que a intenção é zerar a fila de 12 mil pessoas que esperam por algum tipo de procedimento ou equipamento auditivo.

O valor que deverá ser repassado para a unidade hospitalar será utilizado para reformas de leitos de tratamento paliativo, leitos de retaguarda e R$ 400 mil para a reforma dos leitos em geral.

André Motta destacou que o objetivo é fazer com que hospitais como o Samária tenham condições de melhorar ainda mais os atendimentos e se disse surpreso ao saber que a unidade nunca havia sido visitada por um secretário.

“Esse hospital, apesar de estar atuando há muito tempo na comunidade, nunca tinha sido visitado por um secretário e fiquei surpreso com isso, porque nós só sabemos fazer gestão assim, olhando para as necessidades. Nós iremos ajudar o Hospital Samária para que possa fazer aquilo que ele tem e está fazendo bem feito, saúde mental, leitos paliativos, leitos de retaguarda. Então os convênios já foram assinados por mim hoje, e olharemos com carinho e cuidado os investimentos das obras e reformas que estão sendo propostas pelo hospital”, ressalta.

O secretário ainda destaca que a visita aos hospitais de Santa Catarina tem como objetivo conhecer as necessidades de cada um para poder melhorar a rede hospitalar catarinense e proporcionar mais conforto aos pacientes e seus familiares. “A Saúde tem essa característica de conhecer os hospitais. Foram mais de 120 hospitais visitados para que possamos estruturar a rede hospitalar, levar a saúde pública mais próxima do cidadão. Temos que vocacionar os hospitais, fazer serviços complementares da rede hospitalar, para que as pessoas possam ser tratadas perto das suas casas. As 17 regiões de saúde precisam ofertar serviços de saúde para que as pessoas não tenham necessidade de se deslocar para grandes centros para ter saúde pública de qualidade”, pontuou.

Na ocasião ele também citou a importância do Hospital Waldomiro Colautti, em Ibirama, e o aporte de um valor significativo de recursos, que deve ser feito para reforma e ampliação. “Nós recebemos em 2019, uma rede própria do estado muito empobrecida, tanto em estrutura física quanto equipamentos. O Hospital Waldomiro Colautti, é do Estado e merece que seja reformado, já aprovamos, temos calendário e vamos reformar e aumentar a área física, mais de R$40 milhões do Governo do Estado para que se tenha uma unidade qualificada em Ibirama e região. Lembrando que só é possível porque foi um governo que pagou a dívida pública herdada e hoje tem recursos próprios para investimentos”.

Questionado sobre as polêmicas em relação às flexibilizações do uso de máscaras, André Motta destacou que o Estado vai avançar no quesito obrigatoriedade, mas que a recomendação continuará sendo para que as pessoas tenham consciência e mantenham os cuidados para não haver propagação do vírus e, consequentemente, um novo pico de contaminações.

“O cenário desse ano é muito diferente porque temos vacina, os casos, óbitos, internações e temos que dar um passo a frente. Não há mais que se fazer obrigatoriedade por decreto ou lei, mas continuamos recomendando firmemente o uso de máscara em locais fechados, abertos, aglomerações, álcool em gel, distanciamento e vacinação. Acho que já deu tempo de a sociedade entender que isso não é por decreto ou lei, e sim consciência coletiva ”, avalia.

“Eu faço um apelo, por favor, vacinem seus filhos, as crianças também tem direito a isso, apesar das Fake News, polêmicas que não deveriam ter acontecido com as vacinas das crianças. Vacinem seus filhos porque eles ainda não têm discernimento para tomar essa atitude sozinhos, mas os pais sim”, acrescenta.

O secretário ainda falou sobre um tema polêmico, a compra dos respiradores. Ele afirma que todo o valor já foi recuperado e que parte dele será investido para zerar a fila de espera por procedimentos ou aparelhos auditivos.

“Houve problema com uma compra equivocada de respiradores que naquele momento nos imputou um prejuízo de R$33 milhões que já recuperamos. Temos mais de R$38 milhões, cinco a mais do que foi retirado dos cofres públicos por pessoas fora do governo. E esses recursos estão sendo aplicados em ações de impacto. Temos hoje 12 mil catarinenses em fila de espera auditiva, pessoas que esperam até seis anos para terem suas necessidades atendidas e esse dinheiro também vai para isso, em 2022”, completa.

O deputado estadual, Jerry Comper, acompanhou a visita e agradeceu todo o empenho do Governo do Estado, sobretudo nas demandas regionais do Alto Vale. “É uma data importante para Rio do Sul, pois estamos ao lado do secretário da Saúde, André Mota Ribeiro, que traz o nome do governador Carlos Moisés. Rio do Sul está sendo contemplada com recursos para o Hospital Samária. Nosso agradecimento ao secretário por estar olhando para as nossas demandas, necessidades da nossa região”, finaliza.