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Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A Associação Protetora dos Animais Desamparados (Apad) enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua história. Com mais de R$ 70 mil em dívidas acumuladas a entidade faz um apelo para que a comunidade faça doações ou o trabalho poderá ser interrompido, já que os atendimentos aumentaram consideravelmente e a arrecadação vem diminuindo.

O diretor financeiro, Jailson Losi, informa que somente em agosto foram realizados junto com o vale-castração da Apad, 63 procedimentos e foram atendidos mais de 30 animais. “Muitos deles com tratamentos caros provenientes de doenças graves, atropelamentos, cesarianas etc, então precisamos muito da ajuda”, disse.

Apesar do repasse fixo de R$ 11 mil feito mensalmente pela Prefeitura de Rio do Sul, a dívida da entidade com clínicas veterinárias soma R$71.527,50. “Divulgamos o valor com destaque dessa vez porque realmente nunca chegamos a uma dívida tão alta assim”, comenta a voluntária Ana Paula Gomez.
Ana comenta que a Apad tem atendido no mínimo um animal por dia e que o número de abandonos segue aumentando. “Com isso os animais atropelados, doentes também. Muitos desses tratamentos são caros. Muitos animais também precisam passar mais tempo que o necessário na clínica por falta de lar temporário e as diárias são cobradas.

Outra situação relatada pela voluntária é a diminuição das doações. Com a pandemia e as condições financeiras que a maioria das pessoas se encontram, as nossas doações caíram bastante. Estamos tentando correr atrás por meio da realização dos eventos. Todos que são possíveis de serem feitos apesar da pandemia estamos realizando, como a pastelada que faremos em outubro”.

Em agosto, dos R$ 11 mil que a entidade tinha de receita fixa, mais de R$ 4 mil precisaram ser investidos em vacinas, medicamentos, ração e alojamento. Já o pagamento feito a clínicas somou R$ 33.170,00. “Mas a questão é que recebemos muito menos do que gastamos e com isso todo mês vai ficando um valor em aberto que se acumula para o próximo”, completa.

Diante da dificuldade o pedido é que a comunidade continue ajudando com alimentação, lar temporário ou com doações em dinheiro que podem ser feitas até mesmo através do PIX. A chave é o CNPJ: 11.356.234/0001-92.