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Arquivo/DAV

 

O pedágio anual da Associação Protetora dos Animais Desamparados (Apad) tem data marcada para o dia 14 de março e, faltando menos de um mês para evento, a entidade ainda busca voluntários para ajudar nas coletas. Nesse ano a expectativa é arrecadar de R$ 12 mil a R$ 15 mil, quantia fundamental para quitar dívidas em clínicas veterinárias e continuar o trabalho de resgates.

 

O presidente da Apad, Jailson Losi, comenta que o pedágio é uma das principais fontes de arrecadação da ONG que hoje tem sob sua guarda cerca de 80 animais, mais de 20 internados em clínicas veterinárias por terem sido vítimas de maus tratos, atropelamentos e outras situações.

 

No dia 14 haverá coleta nas principais sinaleiras da cidade das 8h às 12h e para isso o trabalho dos voluntários é fundamental, já que a entidade conta com poucos voluntários próprios.

“Teremos pontos nas sinaleiras do Imperatriz, Cavilha, Posto Torres, Catedral, Banco do Brasil e Vavá e a gente precisa de voluntários, então quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato conosco pelas redes sociais”, explica.

 

Ele conta ainda que o valor arrecadado será utilizado para pagar dívidas.

“Estamos em fevereiro, e ainda não conseguimos zerar as contas de dezembro e as dívidas estão em torno de R$ 30 mil. Hoje temos uma ajuda da prefeitura através de convênio mas o valor não dá para pagar nem as internações, isso sem contar os mais de 80 animais que estão sob nossa guarda”, lamenta.

 

Ajuda com ração, lar temporário e adoção

 

Além da situação financeira, sempre muito complicada já que a entidade depende de doações, o presidente relata que hoje a maior dificuldade é conseguir doação de ração, lar temporário e adoções.

“Estamos recolhendo animais todos os dias e não conseguimos ração e nem quem queira adotá-los. Se a gente doa um, tem dois para recolher, então esse número só aumenta.”

 

Para 2020 ele revela que a prefeitura deve lançar um projeto de educação ambiental em parceria com outras entidades como a Apad para trabalhar a conscientização das crianças.

“Sabemos que será mais fácil educar os pequenos, não só sobre maus tratos a animais, mas também a coleta de lixo jogado na rua e outras situações”.

 

Helena Marquartd