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Foto: Rafaela Correa/DAV

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

A falta de espaço físico nas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) é uma realidade difícil em várias unidades do Alto Vale, como a de Rio do Sul, por exemplo. No município, uma ampliação foi iniciada em 2017, mas nunca pode ser concluída por falta de recursos e a expectativa é que a verba prometida pelo Governo do Estado de Santa Catarina seja entregue para possibilitar que os trabalhos sejam finalizados.

O diretor administrativo da Apae, Jean Marcos Baumer, afirma que hoje a instituição já está encontrando dificuldades para executar seus trabalhos, visto que há uma demanda crescente de atendimentos.

“Ao todo nós temos quase 370 alunos, eles ficam meio período na instituição. Nós temos 16 salas e seis salas de atendimento, mas precisamos ampliar isso porque temos necessidade de fazer algumas contratações, mas não temos espaço físico que comporte essas pessoas”, comenta.

As obras de ampliação da instituição foram iniciadas em 2017. Ele conta que os trabalhos foram interrompidos e que foi feita apenas a parte estrutural externa faltando toda a parte de acabamento das salas e construção do ginásio, que também é uma solicitação antiga.

“A gente tem a intenção de organizar salas de aula e de atendimento para equipe multiprofissional para atendimentos de fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e assistência social. Iniciamos uma ampliação em 2017, que parou na construção de salas, foi feita apenas a parte estrutural externa e agora tem toda a parte de acabamentos das salas por fazer. São 16 salas mais o ginásio”, conta.

Questionado sobre a possibilidade de uma continuidade nos serviços, ele afirma que só seria possível com a ajuda prometida em outubro pelo Estado, durante agenda do governador Carlos Moisés no Alto Vale, quando ele anunciou R$1,8 milhão para a Apae de Rio do Sul. Sozinha a unidade não teria condições de bancar a continuidades das obras.

“A gente depende desses recursos para poder continuar com a nossa ampliação, que vai beneficiar todos os alunos com as salas de aula, salas de atendimento pedagógico e especializado. Hoje a gente já tem uma demanda muito grande por essas salas. Estamos contemplando também a questão de um ginásio coberto para atividades esportivas e culturais que são uma necessidade antiga, porque só conseguimos fazer alguma coisa quando solicitamos cedência de espaço de outros locais, como colégios”, destaca.

Nos outros anos, a instituição costumava promover atividades para arrecadar fundos e conseguir se manter, mas com a pandemia, as ações foram paralisadas e já não são uma fonte de renda para a Apae.

“A pandemia atrapalhou bastante, porque tínhamos a festa anual que já foi cancelada duas vezes, não realizamos mais o pedágio, nem bazar com produtos apreendidos pela Receita Federal e ano que vem por ser ano eleitoral já não se vislumbra essa possibilidade, mas o que a gente espera é que com esse recurso a gente possa concluir a ampliação e usar do novo espaço”, conclui.