Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Os moradores dos bairros Santo Antônio, Jardim América e parte do Centro de Ituporanga já contam com sistema de esgotamento sanitário há algum tempo. O benefício pode impactar diretamente na qualidade de vida da população, mas na cidade, apesar do investimento de cerca de R$ 20 milhões, apenas 40% dos consumidores fizeram a ligação de suas casas as redes coletoras.

Ao todo são 1088 unidades domiciliares que poderiam estar ligadas ao sistema, o que atenderia aproximadamente 3800 habitantes, cerca de 16% da população da cidade, mas o ritmo está bastante lento. Para o engenheiro sanitarista, Luis Alexandre da Rocha, são vários os fatores que levam ao baixo índice. “Foram aproximadamente 400 ligações realizadas das mais de mil disponíveis”.

Mesmo sem fazer a ligação ele explica que os consumidores que já têm o sistema disponível são obrigados a pagar a taxa desse serviço que é igual ao valor pago na fatura da água, mesmo que seus imóveis não tenham a conexão com as caixas inspetoras que ficam em frente as casas. Os 17 quilômetros de redes coletoras foram finalizados em dezembro de 2018 e desde então os moradores são orientados a fazer a ligação. Além da implantação das redes foram mais dois quilômetros de emissários, tubulações de maior porte e a Casan construiu ainda uma estação elevatória.

“Muitas cidades gostariam de ter esse investimento que é é extremamente caro, é quatro vezes mais caro que a água. Em Santa Catarina são poucas as cidades que têm sistema de esgotamento sanitário então é algo para se orgulhar e não para fugir como se fosse só mais uma despesa”, completa o técnico em Saneamento, Lázaro Floriano dos Santos.

Ao falar sobre a previsão de novos investimentos na área de esgotamento sanitário no município de Ituporanga, ele comenta que nesse momento ainda não há previsão para ampliação do sistema que precisa ter uma saúde financeira como preveem os Planos Municipais de Saneamento que norteiam esses investimentos. “A lei de saneamento preconiza a sustentabilidade do sistema porque não adianta fazer algo que não se sustente, então fizemos a primeira etapa e depois vamos fazer as outras”, finaliza.