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A trajetória de quase 31 anos do apresentador e comentarista político Alexandre Garcia na Rede Globo chegou ao fim. O desligamento foi confirmado pela emissora em nota oficial nesta sexta-feira (28). No comunicado, o diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, disse que a decisão partiu do próprio jornalista e elogiou o caminho do colaborador dentro da empresa.

“Em decisão muito refletida, depois de quase 31 anos de trabalho aqui na Globo, Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo frenético de trabalho. Diante do trabalho exemplar ao longo de todos esses anos, é uma decisão que respeito. Ele deixa um legado de realizações que ajudaram o jornalismo da Globo a construir sua sólida credibilidade junto ao público. O trabalho na Globo foi a sequência de uma vida profissional que poucos podem ostentar.”

Kamel também agradeceu os serviços prestados ao longo dos anos.

“Em nome da Globo, eu agradeço tudo de grande que Alexandre fez para o jornalismo da emissora, um legado que deve inspirar a todos nós que aqui trabalhamos: profissionalismo, brilho, correção e competência. E eu agradeço tudo o que fez por mim, seu jeito gentil, sua generosidade. Muito obrigado, Alexandre, um grande abraço, que você seja muito feliz, porque você fez por merecer.”

Alexandre Garcia entrou na Globo em março de 1988. Na emissora, ele teve funções de repórter e diretor de jornalismo antes de se tornar comentarista político e apresentador. Atualmente, ele atuava como comentarista político do “Bom Dia Brasil”. Como jornalista, ele passou pelos principais telejornais da emissora, como “Jornal Nacional”, “Jornal Hoje” e “Jornal da Globo”, e foi um dos mediadores do polêmico debate entre os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor, em 1989.

No “Fantástico”, no início de sua carreira na emissora, apresentou um quadro de crônicas que levava seu nome. A ligação com a política é antiga. No governo do último presidente do regime militar, João Baptista Figueiredo, Garcia atuou como porta-voz e secretário de imprensa, mas acabou sendo exonerado devido à repercussão da entrevista “O Porta-Voz da Abertura” para a revista “Ele & Ela” em que se apresentava deitado em uma cama de cueca.