Alto Vale

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

A Associação de Preservação da Vida e do Meio Ambiente (Apremavi) foi uma das ongs atingidas na região pelo ciclone bomba e agora pede a ajuda da comunidade para reconstruir a sede e as estruturas da estufa de mudas do viveiro, que havia sido inaugurada há pouco mais de um ano. O Centro Ambiental Jardim das Florestas também teve vidros quebrados por conta das fortes rajadas de vento.

A ong acredita que para reconstruir tudo que foi danificado precisa de cerca de R$ 55 mil e pede doações que podem ser feitas diretamente pela internet num link disponibilizado no site da entidade. Até esta quarta-feira (8) a Apremavi havia arrecadado apenas R$ 6.104,45 de todo o total necessário. A vice-presidente da entidade, Miriam Prochnow ressalta que hoje eles não teriam o dinheiro em caixa para fazer a restauração. “Essa estufa já foi construída com recursos de um projeto. A entidade vive de doações, de projetos para editais, então nós não temos dinheiro em caixa ou sobrando para fazer o conserto”, relata.

O viveiro é o maior em produção de mudas do sul do país. Localizado na comunidade de Alto Dona Luiza, é mantido com apoio de vários projetos através da demanda de mudas desses projetos para plantios de restauração ecológica, enriquecimento de florestas e recuperação de áreas degradadas. “A reconstrução é fundamental para a Aprevami, mas ainda mais importante para a sociedade como um todo porque o viveiro ele é a base de todos os projetos de restauração”, completa.

Além de autossuficiente em produção, o viveiro da Apremavi é um polo tecnológico por conta de suas pesquisas, sobretudo na produção de espécies nativas da Mata Atlântica, e por conta do sistema Ellepot, sistema de produção de mudas numa embalagem de papel degradável, implantado em 2019, ocasião em que a estrutura foi ampliada e modernizada.

A ONG alerta ainda que Atalanta já sofreu com a passagem de outros eventos climáticos extremos, entretanto, não há dúvida de que este ciclone-bomba é um evento inédito, por ter deixado marcas de destruição em praticamente todo estado de Santa Catarina, e está ligado à crise climática. “O ciclone claramente é uma consequência da crise climática que estamos vivenciando no mundo inteiro. A Apremavi também foi atingida e uma das nossas estufas foi danificada e estamos iniciando o processo de reconstrução. Vamos precisar do apoio de todos porque a restauração não pode parar. Restaurar ecossistemas é uma das formas mais eficientes de combater o aquecimento global”, finaliza Miriam.