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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Foi aprovado na sessão desta segunda-feira (20) na Câmara de Vereadores de Rio do Sul, o Projeto de Lei de autoria do vereador Pastor Thyago, que proíbe o uso da chamada “linguagem neutra” nas escolas de Rio do Sul e obriga as unidades de ensino a utilizarem a linguagem culta. Agora a lei segue para sanção do prefeito José Thomé.

Segundo o autor, o projeto vem para garantir aos estudantes do município o pleno direito de aprendizado da norma culta da Língua Portuguesa conforme estabelecem as Diretrizes Nacionais Curriculares de Ensino. “Nossa preocupação é porque esses estudantes um dia estarão prestando vestibular, fazendo concurso público e a linguagem neutra como tem se colocado, não faz parte das Diretrizes Curriculares e esse aluno precisa seguir as normas”, disse.

Segundo o vereador, o descumprimento por parte das escolas poderia acarretar na aplicação de sanções administrativas que seriam impostas pelo Conselho Municipal de Educação.

“Um exemplo é que a norma culta da Língua Portuguesa usa a palavra todos e todas e ela não pode ser substituída por “todes” porque isso não faz parte da nossa Língua Portuguesa, então nós precisamos garantir que os nossos estudantes sejam ensinados pelos nossos professores e instituições de ensino a forma literal da Língua Portuguesa”, argumentou ele.

O que é?

A chamada linguagem neutra é uma ideia defendida por alguns grupos que afirmam que a Língua Portuguesa é preconceituosa e machista. Assim, os militantes visam uma mudança radical na norma culta do português.

Por exemplo, palavras como “todos” ou “todas” são substituídas por “todes” ou “todx”. Pronomes como “dele” ou “dela” são substituídos por “dili” ou “delx”. Ou seja, a prática visa usar palavras neutras, nem masculinas nem femininas.

Já a gramática conservadora, conhecida como a norma culta da língua, entende que não é necessário distinguir os gêneros de determinado grupo quando há a presença de homens e mulheres. Utilizar, portanto, “Os alunos e as alunas foram ao parque” seria um pleonasmo. Isto é, ao utilizar o gênero masculino em “alunos”, já está implícita a possibilidade de terem somente estudantes do sexo masculino, tanto quanto a de terem meninos e meninas.