Alto Vale
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Reportagem: Rafaela Correa/DAV

O município de Pouso Redondo foi beneficiado com a doação de toras de madeira retiradas de alguns pontos da BR-470 por segurança. A intenção da parceria entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Administração é usar as toras retiradas para construir cerca de 100 casas populares.

De acordo com o Dnit, os eucaliptos e pinus foram retirados da faixa de domínio da BR-470 com a intenção de garantir a segurança do tráfego de veículos, uma vez que com os temporais, muitas delas caem na pista e as folhas e galhos trancam sistemas de drenagem e bueiros. O Departamento informou ainda que em breve deve haver novos cortes.

A doação é feita como uma parceria comum. A prefeitura pede e o DNIT cede. Segundo informações repassadas pela assessoria de comunicação da prefeitura de Pouso Redondo, algumas pessoas viram as toras sendo cortadas e resolveram fazer o pedido para ajudar a solucionar o problema de déficit habitacional.

Além de evitar a queda, o Dnit, responsável pela rodovia, faz a retirada das árvores de pinos e eucalipto para que em casos de saída de pista os veículos não venham a se chocar com a vegetação, um tipo de acidente comum na região.

As toras estão sendo levadas para o Centro de Eventos de Pouso Redondo e uma serraria licitada deve transformar o material em tábuas para erguer as moradias. O prefeito Oscar Gutz enfatiza que a intenção é construir 100 casas, que deverão ser entregues conforme forem ficando prontas.

Sobre as casas

Ainda de acordo com informações repassadas pela assessoria de comunicação, as casas populares devem ser construídas no conjunto habitacional, um terreno com três hectares no bairro Saltinho e deverão ter 63 metros quadrados divididos em três quartos, sala e cozinha em madeira. O banheiro e a lavação devem ser construídos em alvenaria.

Atualmente está sendo realizada a terraplanagem do local. Após será providenciada toda a infraestrutura, com abertura de rua, saneamento básico, rede de água e energia elétrica.

Quando tudo estiver pronto, será necessário licitar uma empresa para erguer as casas e ainda aprovar um projeto para ceder as moradias para as famílias. Os beneficiados serão escolhidos pela Assistência Social que avaliará as necessidades de cada uma das pessoas, mas aqueles que recebem aluguel social devem ser os primeiros a receber a casa, assim como famílias chefiadas por mulheres. Depois, aqueles que recebem até dois salários mínimos também poderão ser beneficiados