Alto Vale
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Jorge Matias

 

No verão a vegetação fica seca por conta das fortes temperaturas e a chance de incêndio cresce significativamente. A Austrália passa por uma situação desastrosa que foi criada pela combinação de recordes de temperatura, uma longa seca e fortes ventos. Na região do Alto Vale, esse tipo de ocorrência também vem aumentando com a falta de chuva e o calor intenso.

 

De acordo com as estatísticas dos Bombeiros Voluntários de Presidente Getúlio, somente no mês de janeiro já foram atendidas cerca de 10 ocorrências de incêndios em vegetação na cidade.

 

A prática das queimadas ainda é muito utilizada no Alto Vale, já que se trata de uma região predominantemente agrícola, o que pode agravar a situação. Conforme o Bombeiro Voluntário de Presidente Getúlio, Tafarel Barth, mesmo com a proibição das queimadas assegurada por lei, muitas pessoas ainda praticam.

“É uma prática muito utilizada, mas que é proibida. A gente orienta que, mesmo que a pessoa faça a queimada em seu terreno, procure um dia que não esteja ventando muito e faça uma picada ao redor do local onde o fogo irá se alastrar”, completa.

 

Além das queimadas, outros fatores podem causar incêndio na vegetação, como é o caso das xepas de cigarros que são jogadas por motoristas na beira das rodovias.

“Esse é um caso clássico de foco de incêndio. As xepas são jogadas ainda acesas e o tempo seco junto às fortes temperaturas oferece condições favoráveis para o início de um incêndio”, completa Barth.

 

Até as embalagens plásticas que também são atiradas na vegetação à beira das rodovias pode ocasionar um foco de incêndio. Conforme Barth, com as altas temperaturas, embalagens transparentes podem intensificar o calor do sol causando fogo.

“Pouca gente sabe disso, mas as embalagens de plástico podem causar um incêndio, já que as temperaturas nesta época do ano são altas e o calor do sol é intenso”, afirma.

 

Além do risco característico no uso de fogos de artifício, principalmente nas festas de fim de ano, a utilização desse tipo de artefato pode ocasionar incêndios na vegetação. Os Bombeiros atenderam dois casos de fogo ocasionado por rojões neste início de ano.

“As pessoas se atentam apenas para o risco de se machucarem com a explosão de fogos de artifício, mas esse tipo de artigo também pode iniciar um incêndio na vegetação próxima ao local do disparo”, pontua Barth.

 

Risco no inverno

 

Além do frio intenso, o inverno catarinense também pode apresentar perigo com o aumento de incêndios florestais e em áreas de vegetação. Locais com incidência de geadas também são propícios para este tipo de ocorrência. Este fenômeno causado pelo frio, comum inclusive nas regiões da Serra catarinense, costuma gerar seca nas vegetações, o que facilita a propagação de chamas.

 

Em Santa Catarina, os meses de junho e julho de 2019 foram marcados por pouco volume de chuvas e agosto iniciou sem grandes índices pluviométricos e o número de incêndios cresceu para 1.655 atendimentos, cerca de 11,9% a mais que no ano anterior.

 

Não apenas no período de geadas e estiagem, mas ao longo de todo o ano, o Corpo de Bombeiros Militar orienta a população que não inicie queimadas, principalmente a colocação de fogo em lixo, terrenos e pastagens. A ação pode ocasionar graves acidentes, considerando que o vento no local costuma propagar as chamas.