Alto Vale

Reportagem: Gabriela Szenczuk/DAV

A crise econômica já afetou a renda de mais da metade dos brasileiros e a previsão de especialistas econômicos é que o colapso provocado pelo coronavírus possa levar um total de 20 milhões de pessoas ao desemprego. Com a quarentena, o isolamento social e os pedidos de permanência em casa do Governo, no intuito de combater e evitar a proliferação da doença, a maioria dos comerciantes voltou à rotina apenas na última segunda-feira (13). Mas o momento de dificuldade também serviu de incentivo para que muitos autônomos inovassem e pudessem lucrar em diversoso setores do Alto Vale.

É o caso da técnica em radiologia, Ana Paula Carvalho, que trabalhou 17 anos em uma clínica, porém decidiu investir nas venda de salgados em Rio do Sul. Antes da pandemia atingir a região os pães e cucas caseiras já trouxeram garantia de renda. “Eu vi a necessidade de fazer as entregas nas casas das pessoas justamente pela facilidade de elas não terem que sair de suas casas e das suas lojas no comércio. Com a pandemia do coronavírus essa necessidade de entrega aumentou”, relata.
A pequena e nova empresária do ramo alimentício conta que ela e sua sócia tem tomado todos os cuidados de higiene necessários nas entregas e agora solicitam que o cliente vá sozinho pegar sua encomenda no momento da entrega para evitar aglomerações. No caso do comércio, ela faz a entrega na porta das lojas que fizeram a encomenda com antecedência.
Além disso a internet tem sido outra aliada de Ana, já que ela sempre posta nas redes sociais as opções do dia seguinte e, assim, os clientes podem fazer seu pedido de forma online. “Com o meu trabalho, agora, na pandemia, as pessoas pedem tudo pela internet e não precisam ficar circulando nas ruas atrás de alguma coisa para comer. Eu faço a entrega dos meus salgados para elas com todos os cuidados devidos e graças a Deus não deixei de trabalhar.”

Máscara de tecidos

A procura por máscaras de tecido dos mais variados modelos e cores têm sido grande e uma moradora de Imbuia também aproveita para lucrar. Anelise Vermohlen atua na área da costura há 12 anos e tem aprimorado seus negócios nesta época de pandemia, já que agora o uso da máscara em locais públicos é obrigatório. A costureira conta que a demanda por máscaras de tecido aumentou, há pedidos todos os dias e nem todos têm sido atendidos. “Eu não estou dando conta. Para os outros sabemos que está complicado, mas na área da costura a gente não pode reclamar. Até deixamos a desejar porque é muito pedido.”