Alto Vale

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Buscando melhorar ainda mais o atendimento e dar uma resposta mais rápida em alguns tipos de ocorrências os Bombeiros Voluntários de Lontras, instituição criada em 2017, têm apostado no treinamento de cães para atuação em buscas e resgates. O labrador, chamado de Jatobá por exemplo, já está num nível mais avançado e em breve deve receber todas as certificações necessárias.

Um olhar atento, brincalhão, obediente e com muita energia para gastar. Essas são apenas algumas das características de Jatobá, que inicialmente estava sendo treinado em Balneário Camboriú para ser cão guia, mas devido a sua personalidade foi considerado um cão ideal para trabalhar com buscas e resgates. Ele foi doado para a corporação de Lontras e desde então passa por diversos treinamentos.

O responsável pela preparação intensa do cão é o bombeiro Sidnei da Rosa, que leva Jatobá a todos os plantões e quando não está atuando em outras ocorrências faz uma série de atividades com o cachorro que mais parecem diversão, mas no fundo têm objetivos bem específicos. “O treinamento de um cão de busca e resgate precisa ser diário e continua ao longo da vida, mas são atividades que ele considera como brincadeira e também acaba sendo recompensado”, conta.

Com muito treinamento Jatobá já sabe vários comandos. Em testes realizados ele já consegue encontrar uma pessoa em poucos minutos. O instrutor apresenta ao cão o cheiro de uma suposta “vítima” que está sendo procurada e com um olfato apurado o cachorro a encontra rapidamente, inclusive seguindo o caminho que ela percorreu.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Lontras, Cleucio Bruenning, explica que em 2013 a corporação era apenas um sonho que acabou sendo realizado em 2017 e desde então com a ajuda da comunidade eles já conseguiram evoluir bastante. O treinamento dos cães é outro passo importante e fará ainda mais diferença do atendimento das ocorrências. “Em 2017 nós começamos só com uma ambulância atendendo apenas casos clínicos e hoje podemos dizer que atendemos todas as áreas, com o apoio da comunidade temos uma estrutura muito melhor e o treinamento desses cães vai ajudar ainda mais nas buscas e resgates, dar mais segurança a população”, comenta.

Além do labrador a corporação há outros animais que até fazem treinamento, mas que ainda não possuem um perfil tão avançado para a função e continuarão se aperfeiçoando.

Cleucio lembra que a ideia de ter cachorros ajudando surgiu depois de uma ocorrência em que eles precisaram desse tipo de apoio e tiveram que chamar equipes de outras cidades. “A busca era o que até então faltava para a gente, mas agora estamos treinando e em breve ele terá a certificação para ser colocado em atuação. A comunidade poderá ficar mais tranquila”, finaliza.