Alto Vale
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Luana Abreu

 

Em um verão com temperaturas cada vez mais altas e calor intenso, nada melhor do que encontrar maneiras de se refrescar. Nisso os moradores do Alto Vale são verdadeiros privilegiados, já que a região reserva paisagens encantadoras com quedas d’agua em meio à natureza. Mas a diversão merece cuidados. Duas pessoas sofreram acidentes em cachoeiras de Ibirama e Presidente Getúlio durante este fim de semana. Os bombeiros da região tiveram que usar até helicóptero e técnicas de rapel para atender uma das ocorrências.

 

O primeiro acidente foi em Ibirama, próximo à divisa com Lontras, em uma região conhecida como Trilha das Bromélias. Um homem de 26 anos estava sozinho, escorregou e caiu de uma altura de cerca de 10 metros. Os bombeiros voluntários de Ibirama foram acionados por pessoas que passaram pelo local e perceberam o acidente por volta das 16h de domingo (12). Eles utilizaram técnicas de resgate vertical e acionaram o helicóptero Arcanjo.

 

Um tripulante do Arcanjo foi lançado no terreno, por meio de rapel, enquanto a aeronave pairava sobre os morros. Após realizar todos os procedimentos de resgate, utilizando-se de cabos e maca de ribanceira, o socorrista trouxe a vítima que estava consciente, mas com suspeita de fratura no braço, cortes e dores por todo o corpo, especialmente na coluna. O homem foi encaminhado ao hospital.

 

Diferente do caso de Ibirama, onde o homem escorregou após olhar a cachoeira, em Presidente Getúlio o acidente aconteceu devido a um salto. Um adolescente de 13 anos pulou na chamada Cachoeira do Salto, na localidade de Salto Grahl, e bateu a cabeça em uma pedra. Os bombeiros voluntários da cidade foram acionados por volta das 14h15. O garoto estava sem os responsáveis e tinha ferimentos com hemorragia no crânio. Ele foi levado em estado estável ao Hospital e Maternidade Maria Auxiliadora.

 

O responsável pela comunicação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Presidente Getúlio, Alex de Lima, orienta que saltos de cabeça não são indicados.

“Principalmente em rios e cachoeiras, pois a movimentação das águas acaba afetando o local. Galhadas e movimentação de pedras e barro, podem alterar o relevo desses locais”, alerta.

 

Outras recomendações são dadas pelo Corpo de Bombeiros para quem costuma visitar as cachoeiras nesta época do ano. O alerta, nesse caso, é por causa do fenômeno conhecido como cabeça d’água, que faz o nível de rios e córregos subir rapidamente durante fortes chuvas, como a que ocorreu na sexta-feira.

 

Quem opta pelos passeios das cachoeiras, deve tomar cuidado também ao se deslocar entre as pedras. Isso porque, mesmo estando aparentemente secas, podem estar escorregadias por causa do acúmulo de lodo. O alerta também é válido para quem conhece bem a cachoeira.

“É importante verificar a profundidade do local antes de se banhar. Os níveis são bastante instáveis e com a movimentação da água, pedras, troncos de árvores e a terra do fundo também acabam se movimentando e alteram o nível das águas”, comenta Alex.

 

Segundo o Corpo de Bombeiros, outro fenômeno que pode causar afogamentos são as cabeças e trombas d’agua. A tromba d’água é a chuva forte que cai localizada, por no máximo meia hora, e que provoca enchente na cabeceira de um rio. Já a cabeça d’água é um fenômeno proveniente da chuva, que cai em um determinado lugar, principalmente em serras, e aumenta o nível de água, podendo provocar uma enchente. Este tipo de fenômeno pode ocorrer no Alto Vale, já que é formado quando há forte calor e alta umidade do ar, características do clima da região.