Alto Vale
Foto: Divulgação

Mel foi abandonada há seis anos no Parque de Exposições de Imbuia. Foi adotada pelos funcionários públicos da Secretaria de Agricultura que fornecem comida, água e abrigo. Mas ela não é a única que vive em situação de abandono na Princesinha do Alto Vale. Há poucos dias, mais alguns cachorros foram deixados no terreno que pertence à Prefeitura.

De acordo com a veterinária Greice Thiesen Martins, um fato chama atenção: os cães estão sendo abandonados já castrados. “Minha pergunta é simples, por que abandonariam um animal castrado? Um, inclusive, chegou com roupinha aqui na Secretaria de Agricultura que está instalada dentro do parque. Cheguei a tirar foto e registrar na internet, porque achei inicialmente que ele poderia ter fugido. Mas ninguém se manifestou”, disse.

A veterinária da Prefeitura foi responsável pelas últimas duas campanhas de castração que ocorreram em Imbuia. Ela conta que um microchip, foi implantado sob a pele dos animais, no qual contém todas as informações de identificação como o nome do tutor, endereço e telefone. O procedimento se torna mais caro, entretanto, em caso de abandono, é uma forma de consultar os dados do responsável.

“Infelizmente esses que foram abandonados castrados no parque não possuem o dispositivo, dessa forma não conseguimos descobrir o autor do crime. O objetivo é resgatar informações das câmeras de monitoramento para auxiliar nas investigações”, disse Greice.

O apoio da comunidade é fundamental, inclusive nas denúncias a Polícia Militar pelo 190. Quem abandonar, maltratar o cachorro e o gato, pode ser condenado até cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda para quem praticar. A pena pode ser ainda maior, de um sexto a um terço, se o crime causa a morte do animal.

“Criar um animal exige planejamento. As pessoas aceitam um ser vivo em casa, mas na primeira chateação soltam. Cão solto na rua gera problemas. Aumenta o risco de doenças, de acidente de trânsito, o risco de que os cachorros agridam pessoas, e até o número de atropelamentos cresce”, finaliza a médica veterinária.