Cidade
Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem: Rafaela Correa/DAV

Foi aprovada esta semana o projeto de lei que altera dispositivos da lei que instituiu o programa Cão Astra no município de Rio do Sul. O projeto propõe a regulamentação para mutirões de castração de gatos e cachorros. Segundo a vereadora, autora do projeto, Sueli Teresinha de Oliveira (PSD) é um programa necessário, visto que há um grande número de animais abandonados nas ruas da cidade, cujos donos não possuem condições de pagar pela castração.

O projeto de lei ordinária 42/2021, altera dispositivos da lei nº 6.024, de 27 de março de 2019, que institui o programa municipal “Cão Astra” – campanha de controle populacional de cães e gatos. O texto prevê três mutirões de castração de cães e gatos por ano. Além disso, os procedimentos devem ser gratuitos para donos de animais que tenham baixa renda. Para a vereadora é necessário reduzir a população de cães e gatos nas ruas, sujeitos a maus tratos e que podem causar acidentes. “Hoje nós sabemos que a população animal vem crescendo muito, A iniciativa vai reduzir atropelamentos dos animais, maus tratos, e o número de cães e gatos, o que é muito importante na nossa cidade porque também é uma questão de saúde pública”, comenta.

De acordo com a nova regulamentação, aprovada de forma unânime na Câmara de Vereadores, os três mutirões devem ocorrer preferencialmente nos meses de maio (primeiro mutirão), agosto (segundo mutirão) e em novembro (terceiro mutirão). Além disso, a partir de agora, as fêmeas terão prioridade na realização de cirurgias de esterilização.

Para a participação no programa de mutirão, o munícipe deve ser maior de 18 anos, ter família preferencialmente inclusa no programa Cadastro Único (CAD Único), realizada junto à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades) e pertencer à família de baixa renda. Para isso, após visita dos agentes de saúde na residência ou por meio da Unidade de Saúde do bairro, deve ser solicitado um parecer econômico comprovando ter renda máxima familiar não superior ao definido pela Seades.

Em relação ao número de cães e gatos, é possível perceber que a situação é difícil, já que entidades que cuidam desses animais estão sempre buscando lares para os mesmos e alguns, que não conseguem um dono ficam por muito tempo nessas instituições, que também passam por dificuldades para manter as boas condições dos bichos, com alimentação. Nesse sentido Sueli ainda destaca que a adoção precisa ser responsável e faz um apelo às pessoas que possuem animais de estimação. “Peço a você que adotou um animal há mais tempo, que já esteja velho ou doente, que não abandone esse animal. O que aconteceu muito durante a pandemia foi que algumas pessoas pegaram animais para seus filhos, para fazer companhia e agora os animais cresceram e muitos estão sendo abandonados. A gente pede para que as pessoas se conscientizem porque a adoção precisa ser consciente”, finaliza.