Alto Vale
Foto: Divulgação

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Depois de encerrar a campanha de arrecadação e de uma verdadeira saga em busca de médicos que pudessem descobrir qual o problema de Benício Rubleski, menino de apenas dois anos que vive em Lontras e não consegue ingerir nenhum alimento, a família está pedindo novamente ajuda da comunidade. O garoto teve uma crise grave e precisará ficar internado em São Paulo por um mês para passar por novos exames.

A mãe de Benício, Cristiane Varela Rubleski, conta que inicialmente eles haviam recebido o diagnóstico de Síndrome de Enterocolite Induzida por Proteína Alimentar (Fpies) que causa alergia a proteína dos alimentos e por isso tinham encerrado a campanha há cerca de três meses já que naquele momento não encontraram um tratamento para o problema, no entanto como o quadro do menino se agravou, eles tiveram que procurar ajuda médica novamente.

“Ele ainda não estava 100%, mas achamos, naquele momento, que a gente poderia seguir sem ajuda, mas ele passou mal, ficou internado oito dias e com isso a gente descobriu que o diagnóstico que ele tinha não era só aquele que tínhamos recebido e precisamos fazer o que é necessário para continuar a investigação”, comenta.

Ela ressalta que os médicos desconfiam que além da alergia aos alimentos o menino tenha também algum problema no metabolismo. “Desde lá passamos por mais médicos e estamos fazendo vários exames. Abrimos a campanha novamente porque ele tinha que fazer um exame que custava R$ 5 mil, fora as outras despesas. A situação foi piorando e eu não conseguia mais conciliar tudo com meu trabalho então tivemos que pedir ajuda”, disse.

Cristiane explica que agora Benício terá que ficar internado em São Paulo por 30 dias para novos exames e testes e além de não poder trabalhar ela ainda terá muitas despesas que hoje a família não tem condições de arcar. “Teremos todo o custo hospitalar, o de ir e vir e não temos o valor exato, mas já sabemos que de início será de R$ 30 a R$ 40 mil. Para arrecadar esse dinheiro lançamos uma rifa online, onde vamos sortear 22 prêmios que conseguimos, e nos dias 3 e 4 de Setembro, durante o Liquida Lontras também faremos uma pastelada para levantar dinheiro”.

A mãe de Benício conta ainda que graças a ajuda da comunidade na outra campanha eles conseguiram arrecadar em diversas ações cerca de R$ 40 mil, valor que foi investido totalmente em viagens para consultas com médicos especialistas em outros estados, hospedagem e inúmeros exames, mas a busca por um diagnóstico mais preciso e tratamento continua. Atualmente o menino pode tomar apenas mamadeira com uma fórmula especial.

Luta desde os primeiros dias de vida

A mãe lembra que a luta pela vida do pequeno começou desde cedo, pois logo após o nascimento do filho ela acabou ficando sem leite materno, e quando passou a dar uma fórmula alimentar infantil ele começou a passar mal. O diagnóstico inicial era apenas de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), mas o menino não conseguia ingerir qualquer alimento e chegou a ficar internado por 12 dias.

Depois de inúmeros episódios de vômitos, diarreia e diversos outros problemas de saúde, os médicos suspeitaram então da Síndrome de Enterocolite Induzida por Proteína Alimentar (Fpies), mas desde então a família precisou se acostumar com inúmeras viagens e dezenas de exames que finalmente confirmaram o diagnóstico. Agora a suspeita é de que ele tenha outros problemas além desse.