Alto Vale
Foto: Divulgação/ Arena Duda

Reportagem: Rafaela Correa/ DAV

Com a pandemia causada pelo coronavírus, empreendedores e gestores da área esportiva demonstram preocupação com empregos e manutenção de arenas. Empresários da região divulgaram uma carta de intenções nas redes sociais, que aponta a importância da prática esportiva na vida cotidiana e a necessidade da volta das arenas de futebol society e ginásios privados com protocolos sanitários. O assunto também foi tema de duas moções protocoladas nesta segunda-feira (10) na Câmara de Vereadores de Rio do Sul.

Desde o mês de março, a prática esportiva em quadras e ginásios está proibida em Santa Catarina, em razão da pandemia. Quase cinco meses se passaram e empreendedores de setores como o esporte estão cada vez mais apreensivos por não haver faturamento nem perspectiva de liberações para as próximas semanas.

“A gente não se vê tão distante de outras atividades que já estão acontecendo, inclusive academias. Eles só falam que futebol dá aglomeração e tem muito contato. Nós criamos essa carta de intenções, para seguir todos os protocolos. Então a gente está à espera de uma resposta do pessoal, mas está bem complicado. Vamos para cinco meses parados e é quase impossível manter um comércio parado. A situação é bem crítica, a gente está pedindo socorro. A gente fez essa carta de intenções e espera um retorno deles”, explicou Duda Freitas, proprietário de uma arena em Rio do Sul.

Mesmo passando por dificuldades financeiras, o documento diz que o apelo visa proteger a vida e a saúde pública ao mesmo tempo em que concilia o retorno das suas atividades, que geram empregos para muitas famílias de municípios da região. “O pessoal das quadras de futebol society, ginásios do Alto Vale criou um grupo e a gente fez reunião porque estamos nos sentindo injustiçados. Saem decretos toda semana e eles nunca param para pensar na gente. Estamos de escanteio. Nem colocam a gente como pauta das reuniões”, disse Duda.

Os empresários entendem que cuidados são necessários e que há possibilidade de um retorno seguro para o setor. Na carta foram elencados alguns itens apresentando o esporte como prática fundamental na vida da população, na tentativa de criar um elo com autoridades municipais e regionais e dessa forma buscar uma possível volta com protocolos sanitários.

Um trecho da carta diz que boa parte das atividades envolvendo a área é voltada também ao comércio e tem caráter empregatício e que da mesma forma que os comerciários, o setor também pode estabelecer medidas preventivas.

Além de comparar as restrições do comércio com a prática esportiva, a carta afirma que diferentemente dos outros setores, as atividades esportivas são realizadas em locais abertos, o que diminuiria o risco de propagação do vírus. A alegação também é que os praticantes das modalidades esportivas não pertencem aos grupos de risco e que atividades físicas auxiliam na defesa do organismo contra ataque de invasores externos, como o vírus, por meio de atividades físicas.

Com todas as reivindicações, a carta também chama a atenção para campos de futebol e clubes que atuam sem autorização, regularização ou alvará aos finais de semana.

O pedido é de parceria e algumas medidas preventivas são sugeridas, como o de termômetros digitais, limitação de horário, espaço de entrada e saída de jogadores e atletas estabelecidos, a fim de evitar aglomerações de pessoas.

Embora a carta tenha sido enviada para a Prefeitura e Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí (Amavi), até o momento os empresários afirmam que não tiveram resposta.