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Foto: Divulgação

Cláudia Pletsch/DAV

Uma viagem para uma consulta acabou se tornando um pesadelo na vida de um casal que vive em Rio do Sul. Em fevereiro desse ano, Cleidirene de Souza e Márcio Luiz Cassia viajavam de moto até Blumenau quando foram atingidos por um carro em alta velocidade, no acidente os dois foram arremessados por cerca de 15 metros e acabaram sofrendo várias fraturas. Hoje, o casal se recupera em casa, mas não pode trabalhar e precisam sustentar quatro filhos. Por conta da pandemia ainda não conseguiram receber o benefício do INSS e precisam juntar R$35 mil para realizar uma cirurgia no plexo braquial para que o homem não perca o movimento de um dos braços.

Cleidirene conta que ela e o esposo estavam indo para Blumenau justamente para pegar o resultado de um exame para que Márcio realizasse uma cirurgia na coluna, mas acabaram sofrendo o acidente que deixou a mulher com quatro fraturas em uma das pernas e nos dedos da mão. O caso de Márcio foi ainda mais grave, ele acabou fraturando uma costela e tendo perfuração no pulmão, fraturou ainda os dois braços e sofreu lesões na clavícula e na coluna cervical, além de edemas e hemorragia interna na cabeça. “A gente estava na fila e assim que fomos seguir um carro cortou nossa frente e a gente não viu nada, não vimos de onde ele saiu, não vimos nem a cor do carro, ele simplesmente cortou a rotatória na contramão. Com o acidente meu esposo entrou em falência e a nossa sorte é que tinham um casal de brigadistas na fila que fez a reanimação dele no momento. Eu fiquei consciente, mas tive hemorragia e perdi muito sangue. Com o motorista do carro nada aconteceu, ele não prestou auxílio nenhum, não apareceu até agora, o carro era locado e o homem é autônomo, a locadora não tem seguro, tem só para sinistro, mas a gente teve que pegar advogado para conseguir essa parte” relata.

A mulher diz que sobreviveu graças aos equipamentos de segurança que utilizavam no momento, mas que agora, há dois meses em casa se locomovendo com dificuldade e sem poder trabalhar a situação acabou ficando insustentável. “Temos quatro filhos, meu mais novo tem sete anos e minha filha mais velha tem 19, ela é quem está nos cuidando e ajudando a nos locomover, meu esposo não pode fazer nada sozinho, chegou a emagrecer mais de 15 quilos, está bem debilitado, bem fraco e está a base de medicamentos de morfina para poder aguentar”, explica.

O casal mora no bairro Boa Vista e os dois trabalhavam em duas grandes empresas da cidade, agora esperam pelo benefício do INSS que ainda não chegou, Cleidirene diz que hoje precisam de doações até de alimentos para poder manter a casa. “Nos questionam sobre a parte do INSS e faz dois meses que fizemos perícia mas são de cinco a seis meses para receber pois está tudo parado, estou abrindo protocolo diariamente através do aplicativo e agora a gente está aguardando mais 40 dias para que o advogado entre com uma precatória de urgência, pois nós dois ficamos sem renda e gastando muito com transporte e medicamentos”, revela.

Mas não é somente para o sustendo que o casal está precisando de ajuda, Márcio precisa realizar uma cirurgia de reconstrução do plexo braquial que custa R$ 35 mil, esse procedimento deve ser feito o quanto antes. Caso não seja realizado o homem pode perder o movimento do braço. “Não é qualquer especialista que faz essa cirurgia e por isso estamos indo nesse médico de Florianópolis, conseguimos o agendamento no mês passado para irmos na próxima segunda, não podemos esperar muito para fazer pois os ligamentos e nervos ressecam e podem perder a sensibilidade e ele perde o movimento do braço. A empresa que ele trabalha até tem o plano de saúde, mas esse especialista não atende por plano de saúde. Vamos fazer de tudo para conseguir fazer a cirurgia dele”, conta.

Cleidirene diz ainda que apesar de todo o sofrimento é um momento em que também está vendo a solidariedade das pessoas. “É complicado. Eu saí do meu trabalho um dia para uma consulta e no outro dia acordei dentro de um hospital sem saber se meu marido tinha sobrevivido e sem poder trabalhar, pois a gente sempre trabalhou. Nossa vida parou totalmente”, comenta.

“Essa semana fomos para Blumenau em consulta e os medicamentos que o médico passou custavam R$700, graças a Deus uma amiga que conhece um rapaz que tem uma distribuidora de farmácia comentou com ele e ele disse que vai nos fornecer de graça esses dois medicamentos, isso já tirou um peso enorme do meu coração. Tem muitas pessoas que ajudam como podem e tem pessoas também que apenas questionam, falam que deveríamos procurar outro especialista, mas estamos fazendo o que é melhor e dentro do que podemos”, diz a mulher.

Para ajudar o casal:

Link da vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-meu-irmao-e-cunhada-marcela-terezinha-cassia-oliveira

Bradesco: Márcio Luiz Cassia; Agência: 0367; Conta 0014341-3

Pix: Cleidirene de Souza 05585877984