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Perto de ter suas obras finalizadas, o Centro de Oncologia do Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul, encontrará diversos desafios até a sua inauguração. Isso porque para que ele funcione de fato, é preciso de uma autorização do Ministério da Saúde, que pode demorar até um ano para ser concedida.

Toda a estrutura deve ser entregue ainda neste mês, e a fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária já acontece nos próximos dias. De acordo com o vice-presidente da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi), Giovani Nascimento, esses dois primeiros passos são fáceis, e o problema esbarra justamente no Ministério da Saúde. “Sem essa autorização nós até podemos iniciar, mas quem é que vai pagar a conta?”, questiona Giovani.

Segundo o vice-presidente, é preciso que o Ministério da Saúde libere os recursos para os procedimentos oncológicos, já que não há como o hospital arcar com essas despesas. Para contornar essa situação e acelerar o processo de autorização, Giovani aposta na ajuda da população do Alto Vale e dos governantes municipais e estaduais. “Se for levar um ano [para sair a autorização], será um ano que as portas da oncologia estarão fechadas, porque nós não podemos assumir a conta. Já tivemos que assumir a conta de muita coisa que não estava programada, mas o serviço nós não podemos assumir, é muito caro”, explica.

Estrutura finalizada

As obras do Centro de Oncologia estão em fase de finalização. O hospital já adquiriu todos os equipamentos urgentes, como macas, cadeiras e uma capela onde os medicamentos são processados. De acordo com Giovani, o restante dos materiais devem ser adquiridos conforme as necessidades do Centro.

Por ser um serviço que ainda não existe no Alto Vale, o Centro de Oncologia é uma das obras mais aguardadas no segmento da saúde da última década. Atualmente, os pacientes precisam se deslocar até Lages, Blumenau ou Florianópolis para conseguir fazer o tratamento quimioterápico. Por este motivo, a estrutura localizada no Hospital Regional Alto Vale trará diversos benefícios à população adulta, já que crianças não serão atendidas no local, e devem continuar sendo encaminhadas a Florianópolis ou Chapecó. “Quem teve um paciente ou um familiar acometido por este mal que é o câncer, sabe o quanto é custoso fazer o transporte desses pacientes diariamente por mais de 100, 200 quilômetros”, ressalta Giovani.

Próximos passos

A ideia agora é encontrar maneiras de acelerar o processo de autorização, para que o Centro de Oncologia abra suas portas o quanto antes. Segundo Giovani, a estrutura deve melhorar não só a vida da população, mas também a do hospital – financeiramente falando. “O que mais importa é que esse serviço esteja aqui funcionando no máximo até o final do ano, e é o que a gente vai começar a lutar, e já está lutando há muito tempo, para que aconteça”, finaliza.

Carolina Ignaczuk