Cidade, Saúde

O gerenciamento de vagas para internação de cirurgias eletivas no Hospital Regional Alto Vale foi questionado por alguns pacientes ontem. De acordo com o relato apurado pela reportagem, um homem de 74 anos que sofre de pedra na vesícula contava com uma vaga de internação no hospital e voltou para casa sem ser operado. O paciente, que preferiu não se identificar, chegou ao Regional no início da manhã desta quinta-feira (27). A cirurgia estava marcada para hoje, mas ele precisava ser internado um dia antes da operação e estava em tratamento há 40 dias, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o relato do homem e dos parentes que o acompanhavam, os funcionários explicaram que o hospital estava sem vagas para a internação e que ele deveria voltar no dia seguinte para tentar novamente. O mesmo procedimento foi a resposta para outras pessoas, que também esperavam ser internadas, no mesmo momento, ainda segundo a fonte da reportagem.

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O Hospital Regional atende pacientes de todo o Alto Vale. São centenas de pessoas que, todos os dias, procuram a unidade para diversos atendimentos. Para internação de emergência, que é o caso de um acidente, por exemplo, duas vagas de internação precisam estar disponíveis a todo tempo. Já para internação de cirurgias eletivas, aquelas que são marcadas com antecedência, o gestor do Hospital Regional do Alto Vale, Siegfried Hildebrand, explica que não é comum, mas pode acontecer a lotação. “Não estou por dentro do caso, mas esse é o procedimento quando não tem vagas”, disse Hildebrand.

Ele salientou que o responsável pelo gerenciamento de vagas é uma enfermeira da unidade. A reportagem foi até o hospital e tentou entrevistar a funcionária, mas foi informada de que ela estava indisponível para a entrevista no momento e dentro de alguns dias poderia elucidar o caso. Já a Assessoria de Comunicação informou que o hospital tem 199 leitos para internação de cirurgias eletivas e que as vagas dependem da alta dos pacientes que foram internados anteriormente, e divulgaram a seguinte nota, que está na íntegra: “Quando um paciente chega atrasado para iniciar o processo de internação ele precisa entender que outras pessoas, que chegam no horário, já estão com o processo de internação em andamento.

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Mesmo assim, quando isso ocorre, o hospital solicita que a pessoa aguarde a liberação de um novo leito. O hospital não pode reservar leitos. Reservar leitos é crime. Normalmente, mesmo para as cirurgias que não são urgentes, o Hospital Regional sempre consegue vagas em leitos. A liberação de um novo leito depende também da alta médica que um paciente que estava internado recebeu”, diz a nota oficial.

Como forma de apurar o caso relatado, a reportagem foi até o Hospital Regional Alto Vale na manhã de ontem e conversou com alguns pacientes. A maioria esperava atendimento emergencial, mas um senhor, que a reportagem preferiu não identificar, estava na fila para a internação por uma cirurgia eletiva e foi atendido normalmente, sendo internado por volta do meio-dia para operar o intestino.