Política
Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

O advogado Clóvis Hoffmann, que foi candidato a prefeito de Rio do Sul no ano passado, anunciou nesta semana que está deixando o partido Cidadania. Segundo ele a desfiliação ocorreu porque a sigla estaria se unindo à Esquerda enquanto ele acredita que deve seguir apoiando o presidente Jair Bolsonaro.

Hoffmann estava filiado no Cidadania desde 2003 e a partir de 2004 foi o único presidente da Executiva Municipal, mas acredita que enfrentaria problemas internos se continuasse no partido. “Fiz campanha para o Bolsonaro e não tive problema nenhum, mas tenho visto ultimamente a Executiva Nacional tomar um rumo diferente, pedindo Impeachment, sentando com a esquerda e isso me deixou desconfortável internamente”, declarou.

O advogado garante que não teve nenhuma briga com outros filiados, mas a decisão é justamente para evitar conflitos no futuro. “Vejo que iria ter problemas futuros. Cogitava-se inclusive a possibilidade do partido ter candidatura a deputado estadual e federal aqui na região, mas vejo que o partido não irá com Bolsonaro então eu teria problemas internos que seria difícil conjugar e decidi sair. Sempre digo que não podemos ter políticos de estimação, mas essa ideia da esquerda voltar me assusta e não posso comungar com isso”, disse.

Questionado se pretende continuar na política ele garante que sim e que já conversou com outros dois partidos e está avaliando sua filiação a outras siglas. “Parar eu não vou e já tive convite de outros partidos e estou analisando o que fazer. Mas partidos que não tem a mesma ideologia de conservadorismo, de combate ao que a esquerda fez nesses 16 anos, isso está completamente descartado”.

Ao falar sobre os planos de disputar algum cargo ele afirmou que essa hipótese não esta descartada, mas que também não é um objetivo já que sua proposta é diferente. “Eu nunca fui candidato para ser, eu fui para mostrar uma linha nova. Fui para mostrar que é possível fazer uma campanha diferente, gastando pouco. Vi a prestação de contas de outros candidatos das eleições municipais de Rio do Sul e achei uma piada. É óbvio que teve caixa dois na eleição, mas eu fiz minha própria campanha”, ressaltou.

Ele afirmou ainda que poderia sim ser candidato a deputado estadual e federal e mesmo que houvesse uma pequena chance de se eleger aceitaria o desafio. “O que quero é mostrar que é possível fazer diferente e se surgir essa oportunidade por que não? Estou aqui para ajudar a vender uma ideia mesmo que isso às vezes me custe caro”, completou.

Conhecido por sua postura polêmica o advogado revelou que ainda responde a diversos processos por declarações feitas no ano passado, mas não irá mudar sua postura. “Vou continuar cobrando independente de ser candidato ou não. Não estou preocupado em me eleger e acho que se um dia a população quiser algo diferente ela que vote ou então continua como está”.