Alto Vale, Política
Foto: DAV

Reportagem: Gabriela Szenczuk

Clóvis Hoffmann é presidente do partido Cidadania há 20 anos, mas já atua no cenário político há 40 em diversos cargos e funções em Rio do Sul. Ele, que já é pré-candidato a prefeito da cidade, disse em entrevista ao DAV que tem como objetivo principal focar na transparência, na saúde e na educação na capital do Alto Vale do Itajaí.

De acordo com o pré-candidato, há uma expectativa de que até o início de agosto seja colocado em prática um plano que tem como foco a saúde e a educação – duas áreas consideradas defasadas pelo partido e para Clóvis. “Pretendemos focar em saúde e educação, que aqui no município estão desassistidas e com problemas seríssimos de gestão. Queremos resgatar e melhorar tudo isso”, esclarece. Clóvis ainda explica que, com o plano, na educação será criado o “Educa Mais”, com o objetivo principal de qualificar o aluno, os professores e a infraestrutura de escolas, creches e universidades. Já na área da saúde, o “Consulta Fácil” será um programa que promete dar mais visibilidade e prioridade aos pacientes. “O paciente sairá da unidade de saúde com a consulta marcada, por exemplo. A ideia é que no máximo em 90 dias a consulta médica seja realizada, ao invés de ficar aguardando meses ou até anos na fila, como acontece atualmente”, explica.

Além disso, há a intenção de investir no turismo comercial. “Rio do Sul sempre foi uma cidade polo, que vinham pessoas de outros municípios da região para comprar aqui. Hoje isso não está mais acontecendo. Queremos remodelar a cidade para que isso seja como antes e voltemos a ser reconhecidos como a capital do jeans, por exemplo. O nosso comércio perdeu aquela estrutura, então queremos fomentar novamente este nicho”, esclarece. Clóvis reforça as ideias e focos com a nova candidatura dizendo que já há outros planos para serem colocados em ação, como questões de infraestrutura e obras, por exemplo, onde foram verificadas deficiências na logística. Ele diz ainda, que, outros pontos e planos do partido na cidade podem ser avaliados pela população na página do partido no Facebook. Dentre as inovações que a candidatura pretende oferecer à cidade, está a apresentação da equipe de secretaria antecipada. “Pela primeira vez na história de Rio do Sul os nomes dos secretários serão divulgados durante a campanha, e não só depois. Assim o povo já pode saber quem vai ser secretário de cada área e se vai ser bom ou não”, diz.

Como advogado, ele conta que já recebe denúncias em seu escritório há cerca de dois anos. “Comecei a ver o que estava acontecendo e a maioria das denúncias eram relacionadas à política da cidade. Eu não tinha noção de que as coisas eram desta forma e fui me envolvendo.” Ele conta que viu suas redes sociais como um meio de comunicar a população sobre as denúncias que recebia e o que estava acontecendo por trás do cenário político. “O próprio servidor municipal está descontente com o cenário. É um terror interno. Hoje em dia tem polícia na prefeitura, gente presa, computadores e documentos apreendidos e por aí vai”, conta. Segundo ele, estas denúncias, que após verificação e comprovação eram divulgadas, não foram com intenção de ser pré-candidato. Entretanto, hoje ele enxergou tais circunstâncias como uma necessidade de uma política melhor, mais transparente, e por isso decidiu se candidatar. “A gente quer mostrar que dá pra fazer política correta, do bem e sem corrupção. Então vamos tentar. Se as pessoas de bem não entrarem na política vai continuar da forma que está”, finaliza.

O partido

O partido Cidadania, a nível nacional, é considerado pequeno, uma vez que conta com oito deputados federais e três senadores. Em Rio do Sul atualmente o partido conta com cerca de 200 filiados. Clóvis deixou claro que o Cidadania não tem interesse em coligar com outros partidos que tenham histórico de Caixa 2, envolvimento com problemas eleitorais ou que utilizem fundo eleitoral. Para ele e o partido, o uso do dinheiro público para fazer campanha é errado.