Alto Vale
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A partir dos próximos dias Ituporanga terá novidades na coleta do lixo, entre elas uma nova empresa responsável pelo serviço e ainda sacolas personalizadas que serão distribuídas para a população para o armazenamento de recicláveis. As mudanças têm como objetivo melhorar o serviço, diminuir custos e futuramente fazer o aproveitamento dos resíduos com possibilidade de geração de renda transformando o lixo em materiais para a construção civil.

Recentemente o município assinou um convênio com o Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi) que vai substituir a empresa Say Müller, que está sendo investigada por irregularidades na prestação do serviço, e tornou-se o primeiro de fora do Médio Vale a aderir ao programa “Vale Muito Cuidar”.

A secretária de Agricultura, Sandra Loffi Petry, explica que a partir deste mês Ituporanga passa a contar com embalagens específicas para materiais reciclados, o que deve facilitar para que a população faça a separação e incentive a destinação correta de cada tipo de resíduo. “Vamos disponibilizar essas sacolas para cada morador e desde já pedimos a colaboração de todos na separação do lixo reciclável. Num primeiro momento compraremos 10 mil sacolas e chegaremos ao total de 50 mil”, explicou.

O prefeito Gervásio Maciel pontua que uma nova empresa passa a fazer a coleta no dia 24 de março. “Atualmente a Administração gasta mais de R$ 2,4 milhões por ano para custear a coleta e destinação do lixo, mas arrecada pouco mais de R$ 400 mil e o convênio tem justamente a intenção de diminuir as despesas e melhorar o serviço oferecido para a comunidade”, disse.

Ele comenta ainda que além da melhoria do serviço, a intenção da Administração é ainda trabalhar a educação ambiental com as crianças. “Queremos conscientizar as nossas crianças que são o futuro e vão nos ajudar a mudar essa realidade a longo prazo já que hoje muitas pessoas ainda não fazem a separação corretamente”, finaliza.

Com a mudança do contrato o lixo comum passa a ser levado para Timbó e no futuro será reaproveitado totalmente para a fabricação de materiais como paver, janelas e até para geração de energia solar. Já a cooperativa de catadores que hoje opera no Cerro Negro ficaria responsável apenas pela separação do material reciclado, o que garante melhores condições de trabalho e mais renda para os profissionais.

Hoje o Cimvi tem uma unidade pública de tratamento dos resíduos e a coleta seletiva foi implantada em todos os 15 municípios do Médio Vale que até então integravam o consórcio e já traz excelentes resultados.