Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

As obras para ampliação das redes de distribuição de gás natural continuam em Santa Catarina. No Alto Vale, o trecho de Pouso Redondo que terá ligação até Ponte Alta, que faz parte do projeto Serra Catarinense, é o maior em expansão de redes em todo o país. Na região a ampliação já tem trazido resultados positivos. Pelo menos cinco empresas assinaram contrato e devem ter acesso ao produto nos próximos meses.
Com a ampliação das redes, a SCGÁS espera iniciar o fornecimento de gás natural para mais de 680 clientes entre unidades residenciais, indústrias e estabelecimentos comerciais. Ao todo, serão implantados cerca de seis quilômetros de rede nesse período.

Em Pouso Redondo a empresa responsável trabalha na fase de revisão dos projetos e as obras devem iniciar nos próximos dias. Ao todo serão 18 quilômetros de rede com tubulação de aço de 12 polegadas e investimento de R$ 25 milhões. Os trabalhos iniciam no KM-184 da BR-470 e seguem até o KM-201, em Ponte Alta. “A implantação dessa rede inicia ainda nesse primeiro semestre e deve ser concluída até o final de 2022. A execução nesse trecho vai ocorrer como nos demais. Teremos preferência pelo furo direcional, mas quando necessário faremos em vala a céu aberto. A serra será um ponto de atenção não só pela dificuldade topográfica, mas também por ser uma rodovia passando onde implantaremos a tubulação. Nesse local teremos muito suporte de sinalização, da Polícia Rodoviária Federal e do próprio Dnit, mas é um obstáculo natural que temos condições técnicas de superar”, comenta o gerente de engenharia da SCGÁS, Samuel.

O gerente comercial, de mercado industrial e veicular, Rafael Nicolazzi comenta que o gasoduto que está sendo iniciado em Pouso Redondo faz parte do plano de investimento da SCGás, que tem como objetivo a interiorização do gás natural. “A ideia é começar a trazer esse gás para regiões do Alto Vale onde já temos oito indústrias consumindo o produto e dois postos de combustíveis e com previsão de mais um a partir do mês que vem. Isso é importante porque o gás é um combustível mais econômico, seguro e que traz mais competitividade, o que contribui para o desenvolvimento da região”, ressalta.

A ampliação faz parte do maior pacote de obras da companhia que até o final do ano projeta investir mais de R$ 60 milhões para implantação de 80 quilômetros de rede. Nos próximos quatro anos, o Plano Plurianual de Negócios contempla mais de 500 quilômetros adicionais de rede de distribuição.

As obras em execução no trecho entre Pouso Redondo e Ponte Alta utilizam o método não destrutivo, sem abertura de valas, com o objetivo de gerar o menor impacto nas vias e nos pavimentos existentes. Com eles um furo é feito a cada 100 metros, aproximadamente, e a rede de distribuição de gás natural é implantada por baixo da via de rolamento, com uma máquina de furo direcional específica para esta finalidade, monitorando seu traçado através de uma sonda que possibilita a preservação das demais infraestruturas existentes no subsolo.

“Nossas equipes continuam a prospecção de novos clientes na região e já temos mais três indústrias contratadas que vão iniciar o consumo no Alto Vale em breve. Hoje outras empresas também já utilizam, mas ainda não têm acesso a rede e quando for possível fazer a ligação melhora toda a logística e a tendência é que o próprio gás tenha um preço mais competitivo”, complementa Nicolazzi.

Fundição em Rio do Sul inicia operação com gás natural

Recentemente a Fundição Giacomini, em Rio do Sul, foi mais uma empresa do Alto Vale que passou a consumir gás natural. Até então, a indústria que faz derretimento de alumínio, utilizava combustível naval adquirido de outras regiões. O gerente administrativo da empresa Valdir de Souza comenta que com a mudança eles poderão melhorar a logística e economizar. “Estávamos há algum tempo tentando implantar o gás natural mesmo não tendo um consumo tão grande. Nossa expectativa é consumir em média uns 100 metros cúbicos por dia, mas vamos ganhar porque esse combustível não agride tanto o meio ambiente e especialmente na questão de logística. A aquisição será facilitada porque sabemos que sempre vai ter, sem contar o manuseio, já que o gás é todo encanado e não precisa colocar a mão em nada, nem descarregar”, comenta.

Em relação a economia ele diz que ela poderá ser avaliada nos próximos dias, mas desde já a empresa projeta a ampliação de consumo. “Estamos usando em uma unidade, mas já vamos passar a utilizar na outra também”, conclui.