Cidade
Foto: Divulgação/Tirada antes da pandemia

Cláudia Pletsch/DAV

Assim como no Brasil, diversos países do mundo enfrentam desastres naturais, problemas sociais e políticos que afetam toda a população. Mas ainda que o nosso país venha passando por momentos difíceis, existem muitos outros que enfrentam situações ainda piores, e por isso o Brasil é um dos destinos mais procurados por imigrantes, em grande parte haitianos, que buscam um lar seguro para suas famílias. Em consonância com esses valores e com o objetivo de prestar assistência para a comunidade haitiana estabelecida em Rio do Sul, no ano de 2018 foi criada no município a Comissão BrHaiti.

Com seis parceiros e sete núcleos de atuação a Comissão BRHaiti atende cerca de 500 famílias de imigrantes Haitianos e até mesmo Venezuelanos e Cubanos na capital do Alto Vale. Os trabalhos realizados com crianças e adultos são diversos e contam com a ajuda dos parceiros. O Núcleo de Formação, por exemplo, garante aulas de português básico e cursos profissionalizantes através do apoio da Cáritas Diocesana, Instituto Federal Catarinense (IFC), Rotary Centenário, Pastoral do Migrante, Obra Kolping e Unidavi. Já o Núcleo de Agroecologia, promove a educação ambiental e sustentabilidade através do plantio de mudas de hortaliças em hortas comunitárias nos bairros Budag e Barragem. No Núcleo de Economia Solidária e Empreendedorismo são trabalhadas atividades de produção e renda, mas outras ações de orientação para crianças e adolescentes, inclusão cultural e até mesmo assistência social também são realizadas pela comissão, e tudo com o objetivo de incluir as famílias na realidade desse novo país que escolheram para viver.

O presidente da Comissão, Davenson Joseph, é natural do Haiti e mora no Brasil há cerca de quatro anos, ele ressalta que o objetivo de todo o trabalho é fazer com que os imigrantes possam reconstruir suas vidas e se sentir em casa. Davenson conta que milhares de famílias deixaram o país após o terremoto que ocorreu em 2010. “A ideia é que os imigrantes tenham uma vida melhor, uma renda melhor também. Tem gente aqui que já tem um pequeno negócio em que trabalham e a comissão sempre vai tentar ajudar para dar uma vida melhor a eles, para que eles se sintam em casa. Depois de um terremoto, muitas vezes as pessoas buscam vir pra cá para viver uma vida, tem gente que conseguiu uma vida normal, melhor que outros, mas nosso objetivo é deixar todo mundo com uma boa vida”, relata.

A assessora da Comissão BrHaiti, Neide Maria Machado, conta que o trabalho da comissão é importante não somente para a inclusão desses moradores na sociedade, mas também para que eles possam contribuir com a cidade. “Não é uma assistência social comum na qual nós vamos lá damos tudo e deixamos. Não, nós estamos inseridos na comissão, todos os parceiros estão inseridos na comissão, então nós estamos junto nas reuniões e realmente ajudamos, mostramos como fazer, mostramos como nós fazemos para que eles possam se inserir mesmo na comunidade. Nós queremos que eles contribuam com a cidade, queremos que eles contribuam para o crescimento do nosso município”, revela.

Para 2021 o novo presidente da comissão Davenson Joseph, diz que o objetivo é melhorar ainda mais a comunicação com as famílias. Criando o Núcleo de Comunicação ele acredita que os informativos, comunicados e orientações podem ser repassados com mais clareza, já que muitos ainda não falam ou não conseguem ler em português. Outro Núcleo que foi adaptado para 2021 é o de Cultura, Esporte e Eventos, que visa apoiar os eventos organizados pela comissão e pelos parceiros.

 

Núcleo de Esportes, Cultura e Eventos
Foto tirada antes da pandemia

Núcleo de Agroecologia
Foto tirada antes da pandemia

Núcleo de Formação
Foto tirada antes da pandemia