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Jorge Matias/Dav

 

Reportagem: Jorge Matias – DAV

 

Em Rio do Sul a população está buscando se prevenir do coronavírus de diversas formas e a procura por álcool gel teve um aumento significativo no município. Alguns estabelecimentos já estão racionando o produto. O movimento nos mercados também aumentou significativamente e muitos não têm conseguido repor as mercadorias nas prateleiras com a mesma velocidade em que os clientes fazem as compras.

 

Em uma farmácia de manipulação no Centro, que produz o álcool, a venda foi limitada a dois frascos por cliente e mesmo assim uma fila foi registrada em frente ao estabelecimento. De acordo com a farmacêutica, Talita Zygoski, a procura por álcool gel teve um aumento muito grande que pode ultrapassar os 100%.

“Nós sabíamos da situação mas não esperávamos esse crescimento na procura do produto, mas estamos fazendo o possível para atender a demanda”, comenta.

 

Conforme a farmacêutica as embalagens de 1 litro já se esgotaram e agora o álcool gel está sendo comercializado em frascos menores. Outra situação que envolve esse produto, que pode auxiliar na prevenção da contaminação do coronavírus, é referente ao preço. Muitas pessoas questionaram a diferença de preço entre o álcool gel industrial e o farmacêutico. Talita esclareceu que o processo de fabricação do álcool gel é diferente.

“Ele é mais caro porque possui 70% de álcool e outra porcentagem de glicerina, o que impede o ressecamento das mãos”, disse.

 

Se a demanda continuar alta, a previsão é de que a matéria-prima para fabricação se esgote e a farmácia deixe de produzir.

 

Supermercados

 

A situação dos supermercados em Rio do Sul, não teve nenhuma alteração em relação a falta de produtos. A maior mudança é o aumento significativo do movimento já que por medo, muitas pessoas tem procurado fazer estoque de itens básicos, o que não é uma necessidade ou recomendação. É o que disse o gerente comercial de uma rede de supermercados, Roberlei Nardelli.

“Estamos recebendo as mercadorias normalmente e não há previsão na alteração do funcionamento no segmento do varejo”, disse.

 

Entretanto, há quem prefira se prevenir inclusive de uma possível falta de alimento. O aposentado, Luiz Carlos Hillesheim, afirmou que é melhor garantir os mantimentos antes que a situação saia do controle.

“A gente nunca sabe o que pode acontecer amanhã, nesse tipo de caso, todo dia se tem um panorama, por isso é melhor prevenir”, comentou.

 

O que diz o governo?

 

Durante a coletiva de imprensa sobre o avanço do coronavírus em Santa Catarina na manhã desta terça-feira (17), o secretário de Estado da Saúde, Helton de Souza Zeferino, orientou a população a não estocar comida.

 

O comentário foi feito após o gestor ser questionado sobre informações de vídeos e fotos que circulam na internet sobre supermercados sem alimentos nas prateleiras. Conforme Zeferino, não há motivo para pânico.

“Não precisamos sobrecarregar a rede de supermercados. Até porque, estamos no contrassenso do que recomendamos. Não queremos que as pessoas tenham exposição a aglomerações do convívio social. Não devemos ter pânico”, afirmou.