Política
Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Os candidatos a qualquer cargo nas eleições de 2020 são obrigados a informar para justiça eleitoral a relação de seu patrimônio que pode ser consultado na internet por qualquer cidadão através do sistema DivulgaCand. Com base nessas informações o DAV analisou a declarações dos candidatos a prefeito que disputam a reeleição e constatou que boa parte dos políticos teve aumento significativo no valor total de bens, porém outros informaram que estão mais “pobres” do que em relação a 2016.

Em primeiro na lista dos que ficaram mais “ricos” está o prefeito de Ibirama, Adriano Poffo, do MDB, que tinha em 2016 o valor de R$31.456,10 em bens declarados. Já em 2020 este valor passou para R$721.407,82, uma variação patrimonial de R$ 689.951,72 que representa um aumento de cerca de 2.193,38%.

Em segundo aparece o prefeito de Presidente Getúlio Nelson Virtuoso, do MDB, que passou de R$ 264.565,90 em 2016 para R$ 3.570.798,82 em bens em 2020, uma variação patrimonial de R$ 3.306.232,92 que representa aumento de cerca de 1.249,68%.

Em terceiro vem Braço do Trombudo com o prefeito Nildo Melmestet, mais conhecido como Colorido, do MDB. Ele informou a justiça eleitoral em 2016 ter R$9.370,00 em bens e neste ano o valor passou para R$113.899,75, ou seja mais R$ 104.529,75, o que representa 1.115,58% a mais.
Em Dona Emma, Nerci Barp, do MDB, ficou em quarto na variação positiva de patrimônio. Ele declarou em 2016 ter R$ 104.225,00 em bens, já em 2020 o valor é de R$ 377.329,33, ou seja, R$ 273.104,33 a mais, o que representa aumento de 262,03%.

O prefeito de Rio do Sul, José Thomé, do PSD, tinha nas eleições de 2016 bens que totalizavam R$ 347.933,00 e neste ano o patrimônio soma R$ 1.052.700,00, ou seja, uma variação de R$ 704.767,00 que representa um aumento de 202,56%.

Horst Alexandre Purnhagem, do MDB, declarou em 2016, quando foi candidato a vice-prefeito, ter R$ 1.062.591,25 em bens. Já nestas eleições, onde é candidato a prefeito, ele informou a Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2.529.585,71, ou seja, R$ 1.466.994,46 a mais e variação de cerca de 138,06%.

Ainda no ranking dos que ficaram mais “ricos” está Bento Silvy, candidato a reeleição em Vitor Meireles pelo PP. Há quatro anos ele dewwclarou ter R$ 380.340,87 em bens e em 2020 o patrimônio soma R$ 543.747,00, um acréscimo de R$ 163.406,13 que representa uma variação de 42,96%.
Em Salete, a prefeita Solange Aparecida Schlichting, do PL, informou à Justiça Eleitoral em 2016 um patrimônio de R$523.970,00 e em 2020 o valor em bens aumentou para R$722.401,22, uma diferença de R$ 198.431,22 , ou seja cerca de 37,87% de aumento.

A prefeita de Trombudo Central, Geovana Gesser do MDB, tinha em 2016 declarados R$155.000,00 em bens. Já em 2020 ela declarou um patrimônio de R$195.185,17, um aumento de R$ 40.185,17, ou seja cerca de 25,93% a mais que na última eleição.

Gervásio Maciel, do PP de Ituporanga, declarou em 2016 ter R$3.846.459,06 em bens e agora tem R$3.934.805,70, um aumento de R$ 88.346,64 que representa um acréscimo de cerca de 2,30% no patrimônio.

Prefeitos tiveram redução no patrimônio

Outro dado que chama a atenção ao analisar a declaração de bens dos candidatos a reeleição é que diversos prefeitos informaram neste ano um valor menor do que há quatro anos atrás. É o caso do prefeito de Witmarsum, César Panini do PSD. Em 2016 ele declarou ter R$ 1.885.000,00 de patrimônio e neste ano o valor baixou para apenas R$ 374.244,00, ou seja, R$ 1.510.756,00 a menos, o que representa um percentual de -80,15%.

César Cunha do MDB Agronômica,tinha R$1.018.157,69 em 2016 e declarou apenas R$324.455,28 em 2020, uma redução de R$ 693.702,41, ou seja uma queda de 68,13% no valor total de seu patrimônio.

Já em Laurentino, Marcelo Tadeo Rocha, do MDB também está na mesma situação. Ele não teve os bens divulgados na declaração para as eleições suplementares de março de 2020 quando foi eleito. No entanto quando foi candidato em 2016 tinha patrimônio de R$658.000,00. Já nestas eleições declarou apenas R$376.713,07, uma redução de R$ 281.286,93, o que representa redução de -42,75%.

Juarez Miguel Rodermel (Sassá) do MDB de Atalanta declarou nas eleições de 2016, R$215.342,21 em bens. Já neste ano ele informou um patrimônio de R$128.221,41, uma diferença de R$ 87.120,80 , que representa -40,46%.

Alexsandro Kohl, do MDB de Aurora declarou em 2016, quando foi eleito vice-prefeito, um patrimônio de R$648.155,25. Em 2020 onde concorre a reeleição já que assumiu o Executivo após o afastamento do prefeito eleito, ele informou ter R$444.335,76 em bens, uma variação patrimonial de R$ 203.819,49, ou seja -31,45%.

Oscar Gutz, do PDT de Pouso Redondo tinha R$ 2.476.507,15 em bens declarados em 2016 e em 2020 informou ter apenas R$ 1.930.132,11, uma redução de R$ 546.375,04 que representa -22,06%.

O prefeito de Lontras Marcionei Hillesheim, do MDB, tinha 270.000,00 declarados em 2016. Já nas eleições de 2020, declarou ter 227.200,00 em patrimônio, uma diferença de 42.800,00 que representa -15,85%.

Em Imbuia o vice-prefeito Amilton Machado, do PP, declarou em 2016 ter R$235.000,00. Ele acabou assumindo o Executivo em janeiro deste ano após o assassinato do prefeito eleito e agora concorre a reeleição com um patrimônio declarado de R$225.000,00. Uma redução de R$ 10.000,00, ou seja cerca de -4,26%.

Em Santa Terezinha a prefeita Valquiria Schwarz, do PSD, declarou neste ano bens que totalizam 520.000,00. Já a declaração de bens de 2016 não está disponível no sistema DivulgaCand.

Em Vidal Ramos o prefeito Oldimar de Souza, o Nego, que foi eleito como vice e assumiu a prefeitura após a morte de Helmut Stoltemberg declarou ter R$272.000,00 de patrimônio. Já a declaração de bens das eleições suplementares onde ele foi eleito vice não consta no sistema DivulgaCand.