Política

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Seguindo seu compromisso com a democracia, o Diário do Alto Vale promoveu uma série de sabatinas com todos os candidatos a prefeito de Rio do Sul. Nas entrevistas ao vivo que tiveram duração de 30 minutos cada, eles puderam falar sobre as principais propostas e responderam a questionamentos polêmicos feitos pelos adversários e por jornalistas. Confira o resumo:

José Eduardo Rothbarth Thomé – 35 anos
Profissão: Empresário – Partido:PSD
Coligação: Trabalhando para fazer ainda mais – DEM/PROS/ PSC/PSD/MDB/Solidariedade
Vice-prefeita: Karla Fernanda Bastos Miguel

O atual prefeito e candidato a reeleição, José Thomé (PSD) foi o primeiro sabatinado na série de entrevistas ao vivo do Diário do Alto Vale e falou sobre a intenção de continuidade do trabalho, propostas para um novo mandato e temas polêmicos como as operações do Gaeco na Prefeitura e a aliança com o MDB que até então fazia oposição ao atual governo.

Ao citar quatro principais metas, caso seja eleito novamente, ele aponta melhorias na saúde como a construção da nova Policlínica que seria feita com um investimento de cerca de R$ 9 milhões e que já teria o projeto finalizado, além de utilização de novas tecnologias para melhorar o serviço público com a marcação de consultas e exames online através de um aplicativo onde os pacientes também poderiam acompanhar como está o andamento da sua solicitação.

Para a educação, segundo Thomé, a principal proposta é o programa Educa Web que vai proporcionar ferramentas digitais nas escolas para acesso a conteúdos educacionais, além da continuidade na melhoria das infraestruturas das unidades que vem sendo feita conforme demanda da própria comunidade escolas. Outra meta prioritária são novas obras de infraestrutura na capital do Alto Vale como a ponte do acesso Leste , ligaria os bairros Bremer e Navegantes e a ponte do acesso Oeste que vai ligar o Canoas ao bairro Budag.

Questionado sobre uma das principais críticas feitas em sua campanha que é a aliança com o MDB, que até então era oposição ao seu governo, Thomé afirmou que brigas políticas não constroem pontes ou pavimentam ruas e que é preciso unir forçar para que Rio do Sul continue avançando. “Briga política não traz resultado para a população. Precisamos unir em torno de um projeto de cidade as lideranças políticas. Eu tenho apenas um deputado ao meu lado que é o Milton Hobus consegui o maior pacote de obras de Rio do Sul. A doutora Karla vem do MDB, que tem o deputado Jerry, um deputado federal que é o Peninha, um senador que é Dário Berger. Essa união de forças nos abrirá mais postas e trará mais recursos. Precisamos por fim as brigas políticas.”

Sobre as operações do Gaeco na prefeitura em seu mandato, o político alegou que respeita a instituição, mas que nem sempre ela acerta. “Algumas denúncias foram infundadas e creio nisso. Até porque os servidores que foram afastados dos cargos em função das suas prisões já estão respondendo em liberdade e tem o direito a ampla defesa. Fui pego de surpresa pelas operações, mas em centenas de interrogatórios, dezenas de milhares de páginas das investigações em nenhum momento o meu nome foi citado. Então eu enquanto gestor estou tranquilo e se tem servidor que cometeu equívocos deve ser punido por isso”, ressaltou.

Na sabatina o candidato à reeleição também falou sobre a diminuição dos cargos comissionados e afirmou acredita ser possível melhorar ainda mais a gestão. “Fiz três reformas administrativas e não abro mão desse modelo de gestão, deixando a máquina pública bem enxuta. Segundo dados do Tribunal de Contas de Rio do Sul está entre as prefeituras do Estado que menos gasta com folha de pagamento”, comentou.

Questionado sobre a polêmica revitalização da iluminação da avenida 7 de setembro e instalação de bandeiras dos 28 municípios, além de Santa Catarina e do Brasil, que acabaram sendo retiradas ele comenta que elas eram temporárias. “Fizemos uma homenagem aos 28 municípios do Alto Vale do Itajaí, mas é evidente que quando o material de pano fica exposto ao sol, chuva e vento ele se deteriora e como não objetivamos mais ter a despesa com a substituição elas foram retiradas por hora, mas faço questão de dizer que dobramos a iluminação da avenida em LED, que traz muito mais segurança”.

Caso seja eleito ele diz que imagina Rio do Sul daqui a quatro anos ainda mais desenvolvida, mais transparente e com mais acesso a informações, com mais acessibilidade e com uma educação de mais qualidade e mais inclusiva, além de ter uma saúde que seja referência em toda a região.

Jean Pier Xavier de Liz – 41 anos
Profissão: Empresário – Partido: PDT
Coligação: A Rio do Sul que você – PDT e PL
Vice-prefeito Jeferson Vieira.

O empresário Jean de Liz, do PDT, foi o segundo entrevistado na série de sabatinas promovida pelo Jornal Diário do Alto Vale e falou sobre suas principais propostas para ser a mudança política que ele acredita ser necessária para a capital do Alto Vale. Na sabatina ele ainda respondeu a questionamentos feitos publicamente pelos adversários e questões polêmicas como a militância pelo PT durante muitos anos.

Ao falar sobre as principais ações para seu mandato ele comenta que é preciso melhorar a gestão, transparência e aplicação melhor dos recursos públicos, o que em sua opinião devolveria a esperança ao eleitor para que ele voltasse a acreditar na política. Jean cita ainda que teria um mandato participativo e ouviria população e entidades na tomada de decisões.

Outra área que está entre as principais bandeiras é a saúde que iria passar por uma modernização completa de infraestrutura e também no atendimento. O candidato do PDT diz que é usuário do SUS e a retomada pós-pandemia exigirá ainda mais responsabilidade do prefeito. Para ele além de uma melhor estrutura física para a Policlínica e outras unidades é necessário melhorar todos os procedimentos como o agendamento de consultas e resolutividades dos problemas nos próprios postos de saúde, especialmente utilizando a tecnologia.

Na educação ele fala na valorização do professor e mais investimentos para o setor que foi um dos mais afetados na pandemia e que na sua opinião também precisaria ser prioridade para que o município pudesse se desenvolver em todos os sentidos, processo que já acontece nos países considerados de “primeiro mundo”. Ele comentou também a importância do estímulo ao empreendedorismo.

Questionado se teria se arrependido de ser filiado e militante pelo PT durante tantos anos e participar de movimentos como o que pedia a libertação do ex-presidente Lula enquanto ele estava detido em Curitiba ele diz fez o que acreditava correto. “Sempre estive participando do partido em que me identifiquei com um projeto de sociedade, que busca igualdade de oportunidades. Não sou a favor de corrupção, nem de impunidade e nunca tive nenhum problema com a justiça nem como candidato nem quando estive no poder. Me posicionava contra aquilo que não concordava e sou a favor da ampla defesa. Se uma pessoa pode ter errado, que ela seja justamente julgada e se ela errou que pague, seja o ex-presidente ou o Thomé. Mas as pessoas usaram isso com má fé e houve muito preconceito. Quero tornar o debate menos ideológico seja de partido A ou B e sim de apresentar soluções para a cidade. Não me arrependo das defesas que fiz porque eu acreditava”, falou.

Sobre a expectativa de uma chapa pura do PDT e anuncio nos últimos momentos de uma aliança com o PL ele comenta que não existia nenhuma conversa nesse sentido até o último prazo para as convenções, mas que após seu nome ter sido apresentado como o que tinha maior viabilidade no chamado ‘Frentão’, ele foi deixado de lado. “Me sinto hoje até usado naqueles últimos momentos para talvez me deixar de fora o processo e eu não ser candidato a nada e quem sabe subir no palanque de alguém que não cumpriu sua palavra, o que jamais faria. Eu fui para a convenção sem ser candidato, mas aí veio o PL que foi convidado para estar lá no Frentão, mas que foi muito fiel então revigorei essa minha vontade de contribuir com a vinda do Jeferson que me ligou e pediu para que eu não desistisse que eles estariam comigo”, revelou.

Questionado sobre o desentendimento público que teve com o prefeito Garibaldi Ayroso quando era vice-prefeito do emedebista, ele comenta que o assunto já foi resolvido e ambos se perdoaram e voltaram a se falar. Jean garante que essa situação não aconteceria com Jeferson já que tudo foi colocado às claras e eles decidiram que querem trabalhar juntos e fazer o melhor por Rio do Sul.

Com princípios éticos ele diz que quer mudar a forma de fazer política e tratar o orçamento, o cidadão e o servidor público. Ele pediu que o eleitor estabeleça critérios de competência, de ética, trabalho e respeito para que o cidadão possa avaliar e dizer no futuro com orgulho que acertou seu voto.

Jaime João Pasqualini – Idade: 62 anos
Profissão: Advogado e professor universitário
Partido: Podemos
Vice-prefeita: Joanita Fronza

Jaime João Pasqualini (Podemos) foi o terceiro candidato sabatinado ao vivo no Diário do Alto Vale. Ele falou sobre propostas para o município, a disputa de eleições como candidato desde 1994 e também sobre a chapa pura com Joanita Fronza. O candidato afirma ser diferente dos demais e ressalta que o próximo chefe do Executivo precisa valorizar o servidor e dessa forma oferecer mais agilidade nos serviços prestados.
Questionado sobre as principais propostas para o mandato, caso seja eleito, ele fala sobre o turismo e diz que o Birô Turístico deve movimentar a cidade. Jaime afirma também que um dos programas que serão implantados no seu governo é o Programa Único de Pavimentação (Punp) que segundo ele vai proporcionar a realização de pavimentações de forma planejada e não apenas para favorecer algumas pessoas como vem ocorrendo atualmente.

Na conversa, o candidato afirmou ainda que a implantação do sistema cívico-militar nas instituições com ideologia colaborativa, como o Instituto Federal Catarinense deve melhorar a qualidade de ensino e fará com que o jovem adquira mais conhecimento. Outra bandeira é o Registro Popular que iria beneficiar famílias que não tem condições de pagar por uma escritura, que ficaria arquivada durante algum tempo junto à prefeitura.

Questionado sobre suas declarações de que não depende da política para pagar as contas, na sabatina, ele disse no entanto que acha digno que o prefeito receba o salário. “Alguns salários que estão pagando para alguns prefeitos pode ser muito porque o resultado é pouco, mas no meu caso, o salário é pequeno porque vou proporcionar o crescimento de Rio do Sul, por todos os nossos programas de governo. Para alguns é pouco, para outros é muito”, justifica. Já a candidata à vice, Joanita, segundo ele assumiria o cargo de forma voluntária.

O candidato explica que se for eleito, no dia seguinte já começará a planejar seu mandato e pretende deixar tudo pronto para iniciar após a posse. “Antes mesmo de tomar posse nós vamos estar com tudo preparado, como uma máquina que só falta dar o sinal para avançar, o sinal verde, caminhando no dia 1° de janeiro”, esclarece.

Atuante nas redes sociais, o candidato já apareceu andando de bicicleta pela cidade. Quando questionado sobre sustentabilidade, ele fala sobre o Parque Linear que consiste na construção de uma passarela ao longo do Rio Itajaí Açu. Ele afirmou também que é preciso mudar a ideia de que o rio é um lixeiro e que quer levar crianças e jovens para remar e entender a importância do rio.

Um dos principais questionamentos de adversários de Jaime é de que ele teria levado mais de 10 anos para conseguir a aprovação de suas suas contas após deixar a reitoria da Unidavi. Ele esclarece que ficou oito anos na universidade e diz que em 7 anos as contas teriam sido aprovadas com rigor, mas que no último ano questionaram a construção do prédio feito com poucos recursos. “Ficaram 10 anos investigando como a instituição havia crescido tanto em tão pouco tempo. Investigaram 10 anos e não encontraram absolutamente nada. O MPSC, deu aval, homologação dizendo que não tinha absolutamente nada, então o maior atestado da nossa idoneidade, honestidade foi o fato de que os meus adversários não entendiam a transformação de uma universidade em tão pouco tempo”, completa.

Sobre as cinco eleições que já disputou desde 1994 como candidato, seja a prefeito, deputado estadual e deputado federal, Jaime diz que não se elegeu, mas foi bem votado e destaca o fato de nunca ter comprado votos. “Sempre tentei vencer com as minhas propostas, tentando convencer o eleitor que o que estava por aí acontecendo não era verdadeiro porque comprar um voto manipulava o eleitor. O povo deu uma basta e a eleição de Bolsonaro foi a prova disso. A Eleição de Rio do Sul também vai dar um basta para essas mazelas.”, finaliza.

Dionísio Tonet – Idade: 56 anos
Profissão: Militar da reserva – Partido: PSL
Coligação: Um novo Tempo para Rio do Sul – PSL e PP
Vice-prefeita: Albina Peron Goetten de Lima.

Coronel Tonet (PSL) foi o quarto candidato a prefeito em Rio do Sul sabatinado ao vivo no Diário do Alto Vale e falou sobre a necessidade de mudanças no município, propostas para seu mandato e também temas polêmicos como o pedido de impeachment do governador que é de seu partido, e possíveis mudanças que ele faria na área azul.

O militar afirma que acredita ter capacitação e qualificação para comandar o Executivo e ao citar quais seriam suas principais bandeiras ele fala na implementação de tecnologia em todos os setores para garantir mais eficiência, como por exemplo, no controle de estoque ou até na saúde com a marcação de consultas e exames online.

Outra área prioritária seria a Educação onde ele propõe uma militarização do ensino. Tonet explica que as escolas teriam uma estrutura militar desde a formatura, até o uniforme utilizado, além de questões internas de hierarquia para garantir mais disciplina e o respeito a autoridade dos professores e diretores.

Na entrevista ele criticou obras da atual gestão que estariam inacabadas e afirmou que em seu governo isso não aconteceria e que situações pequenas também precisam ser resolvidas. “Muitas vezes você tem coisas menores, como bueiros entupidos, pontes e guarda corpos de pontes danificados, fiação caindo pela cidade colocando em risco as pessoas. A gente precisa entender que não é só entregar uma obra fantástica, uma construção maior. É fazer muitas vezes o dia- a dia, resolver aquilo que incomoda o cidadão”, argumentou.

Sobre os questionamentos que faz em sua campanha de que a atual administração teria sido alvo de várias investigações, quando na verdade o governador do Estado, que também é do seu partido, enfrenta dois processos de impeachment, o candidato afirma que são coisas completamente diferentes. “São situações bem diversas. A situação do governador é uma questão muito mais política do que uma situação de fatos policiais. Quanto às investigações da prefeitura é uma constatação. A administração quer queira, quer não, está cassada em primeira instância desde o início do seu mandato. Passou-se todo o mandato e o recurso acabou nem sendo julgado. Então nós temos as questões de prisão, as visitas que aconteceram ou cumprimentos de mandatos de busca por parte do Gaeco, então isso macula a imagem do município. Eu acho que assim como a administração está levando ao conhecimento as obras que estão sendo feitas, também nós enquanto adversários nesse momento levamos ao conhecimento do cidadão essas questões”, falou.

Ao responder quais mudanças ele faria no atual modelo de estacionamento rotativo de Rio do Sul, que já criticou publicamente, Tonet ressalta que o sistema é essencial, mas hoje não garante rotatividade e sim lucratividade. “Se você estacionar o seu carro de manhã e pegá-lo à noite vai estar lá quantos bilhetes forem necessários, mas você não vai retirar o seu carro. Nós queremos é rotatividade. Entendemos que a área central da cidade deve ter parquímetros, aonde você chega, pega seu valor e pode ficar até duas horas naquele local. Você vai estar fracionando o seu tempo de permanência, seja de cinco, 10 minutos ou 15 e o cidadão vai pagar por aquele tempo que usar”, disse.

Sobre o fato de seu partido ter procurado o MDB para uma possível aliança, que acabou não se confirmando, já que Thomé lançou Karla Miguel (MDB) como candidata a vice-prefeita, ele comentou que diálogos fazem parte da política, mas considera que houve uma traição. “A Karla estava numa proposta com um grupo de partidos que estavam conversando até um dado momento. Não era para ser minha vice ou de outro, era para estar nesse contexto e aí nos causou surpresa quando ela se determinou somente como candidata a vereadora. Depois o MDB, acabou aos 45 do segundo tempo, anunciando a Karla num contexto que ninguém entendeu. O próprio PSD tinha na figura do atual vice Paulo Cunha o seu grande defensor que sai desse contexto num ato de traição. Nós como militares jamais abandonamos aquele cara que está ombreando conosco no campo de batalha. Lealdade é uma coisa que é princípio, é moral. A gente entende que não deveria de ter acontecido isso”, finaliza.

Clóvis Luis Hoffman – 55 anos
Profissão: Advogado – Partido: Cidadania
Coligação: O Futuro é Agora – Cidadania e PRTB.
Vice-prefeita: Sandra Regina Parma.

Clóvis Luiz Hoffman, do Cidadania foi o último quinto entrevistado nas sabatinas do Diário do Alto Vale e falou sobre as principais propostas do plano de governo que segundo ele está sendo construído junto a comunidade há mais de três anos. Na entrevista o candidato destacou que é o único a fazer uma campanha de baixo custo e que através dela quer mostrar a população que é possível administrar o município de forma diferente. Ele também comentou as críticas recorrentes a outras chapas e esclareceu fatos de um processo no qual foi réu.

Na conversa o candidato declarou que um de seus diferenciais é ser contrário à reeleição e não utilizar Fundo Partidário. Declarou ainda que já a partir do primeiro mês de governo, caso seja eleito, ele a vice abririam mão de 50% do seu salário.

Ao falar sobre as principais bandeiras ele cita a saúde em primeiro lugar e as propostas para diminuir as filas de espera por consultas e cirurgias como a contratação de mais médicos e o lançamento de um aplicativo que ofereceria diversos serviços e acabaria com a necessidade dos mutirões. Ele declarou ainda que outra prioridade é a melhoria da educação, que em sua opinião está sucateada e que a terceira meta seria retomar o protagonismo de Rio do Sul como a capital do Alto Vale.

O advogado declarou que foi o único candidato a prefeito que não teria sentado com outros partidos pra negociar chapas, cargos ou posições e que acredita ser possível mudar esse modelo político que perdura há tantos anos. Ele afirma que foi convidado a fazer parte do chamado “Frentão”, mas que sequer participou de qualquer reunião.

Questionado se não tem passado mais tempo criticando a atual administração do que de fato apresentando as suas propostas ele afirma que não faz apenas críticas, mas que mostra a verdade, um papel que deveria, mas não é exercido pelos vereadores. “Não tenho nada contra a pessoa do prefeito, eu tenho contra o modo dele de fazer a gestão do município. E se tiver irregularidades, eu como advogado, é uma das minhas funções mostrar justamente o que está de errado. Vou continuar fazendo”, garantiu.

O candidato foi o único que divulgou de forma antecipada a equipe que faria parte do seu governo e ressalta que acredita que essa informação é importante para que os eleitores escolham seu voto e que através dessa atitude é possível fazer um governo sem entregar cargos para políticos ou pessoas que não tenham a competência necessária. “A escolha que nós fizemos é independente de partido. A partir 1º de Janeiro não existe mais Cidadania e PRTB, existe sim Rio do Sul”.

Na sabatina ele ainda falou sobre o processo do qual foi réu, na época sendo acusado de falsificação de documentos do seguro DPVAT e esclareceu que foi inocentado em 2012 após uma batalha judicial que durou 12 anos. “Eu tive sim um despachante de trânsito que vendi em 1996. Só que naquela época o Detran ficou um tempo sem transferir credenciamentos, porque não era por concurso público, você poderia comprar a credencial e era transferido. Então foi feito um contrato de compra e venda e em virtude dessa credencial ainda estar no meu nome eu fui arrolado. Mas eu não fui preso em momento algum. Todas as pessoas que trabalhavam naquele escritório foram, com exceção de um que havia comprado o escritório de mim que também não foi, então eu estou muito tranquilo”, esclareceu.

Outra proposta polêmica do plano de governo do candidato é implantação de um centro de acolhimento para pets. Questionado se isso não agravaria o problema dos abandonos Clóvis destacou que esta é a ideia é apenas uma parte do projeto. “O Centro é só o início. A gente quer começar a capacitar as agentes de saúde para que elas levem para os moradores essa questão que também é ambiental e é de segurança dos animais e das próprias pessoas, porque os animais estão soltos na rua, podem transmitir doenças, os carteiros têm problema, então a gente que levar essa educação. Temos que fazer sim um plano integrado e políticas públicas para que não se deixe o cachorro na rua, mas o problema existe e nós temos que dar uma solução urgente”, conclui.