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Foto: Arquivo/DAV

Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Uma reunião nesta sexta-feira (3) vai discutir a situação do IML de Rio do Sul que está com a sala de necropsia interditada desde o dia 2 de agosto depois que a Vigilância Sanitária constatou diversas irregularidades no local. Desde então os corpos estão sendo encaminhados para o IML de outras cidades como Lages e Blumenau. Além disso, o consultório onde são realizados os exames de corpo delito também pode ser interditado caso o Estado não faça algumas adequações.

Devem participar da reunião o deputado estadual Milton Hobus (PSD), o prefeito José Thomé e o diretor da Vigilância Sanitária, James Rides e o responsável pelo IML de Rio do Sul, Kenzo Matsubara, além do perito-geral do Instituto-Geral de Perícias, Giovani Eduardo Adriano.
A expectativa é de que no encontro sejam avaliadas diversas possibilidades de locais que poderiam receber o serviço do IML e os custos para a regularização da sala que está interditada para que ela pudesse ser reaberta com todos os serviços.

Questionado sobre a possibilidade de interdição do consultório, o diretor da Vigilância Sanitária diz que ela não está descartada já que o local precisa de adequações. “Eles tem algumas modificações para cumprir e o prazo terminou no dia 2 de setembro, mas eles pediram prorrogação, então amanhã vamos discutir o cronograma deles. Entre as irregularidades a gente pode citar o exemplo de uma mulher que foi estuprada. O ambiente para ela trocar de roupa é o mesmo onde fica o agressor, não tem uma situação de reserva, de cuidados, além de não ter acessibilidade. Se ela for cadeirante não consegue chegar”, disse.

Sobre a sala de necropsia ele revela que os exames em cadáver fechado já está liberado. Já os exames em cadáver aberto ainda não tem prazo para voltarem a ser realizados em Rio do Sul. “Lacramos todo instrumentário para abrir, quando tem secreção, corpo mutilado, lacerado ainda precisa ir para outras cidades”, completa James.

O encontro marcado para hoje foi intermediado por Hobus em conversa com o coronel Charles Alexandre Vieira, presidente do Colegiado da Segurança Pública. “Vamos analisar cada ponto do que precisa ser feito para que as providências sejam tomadas o mais rápido possível para evitarmos mais transtornos”, destaca Hobus.

Em nota enviada a reportagem do DAV a assessoria de imprensa do Instituto Geral de Perícias declarou que está trabalhando para solucionar a situação do IML de Rio do Sul, que se encontra parcialmente interditado por determinação da Vigilância Sanitária do município. O texto diz que está sendo avaliada a melhor solução entre a reforma e adequação da unidade atual ou a instalação dos serviços em outro endereço.

Vereadores fazem moção cobrando solução

O presidente da Câmara de Vereadores de Rio do Sul, Marcos Norberto Zanis revela que os vereadores da capital do Alto Vale e também de Ituporanga fizeram uma moção cobrando uma solução para o problema do IML. “Apresentamos essas moções na Ucavi porque na verdade isso está gerando um problema social. Aquele rapaz que foi achado no rio foi para Lages e para trazer o corpo de volta o social teve que pagar R$ 800,00, então as consequências são bem maiores do que parecem. A solução desse problema tem que ser prioridade”, finaliza.