Alto Vale
Foto: Júlio Cavalheiro/ Secom

 

 

Reportagem: Rafaela Correa/ DAV

A energia elétrica é um dos serviços essenciais no dia a dia de milhares de brasileiros e deve ficar mais cara no mês de junho. É que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que foi acionado o patamar 2 da bandeira vermelha. O custo, que durante o mês de maio era de pouco mais de R$4 a cada 100KWh passou para R$6,24 mais os impostos.

O gerente da Unidade da Celesc em Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira explica que esse aumento foi causado pela crise hídrica que o país enfrenta e que para acionar as usinas térmicas a gás natural ou diesel o valor fica mais alto, o que reflete nas faturas. “Foi detectada no Brasil uma crise hídrica muito grande, talvez a maior dos últimos 90 anos e com isso surge uma preocupação com os reservatórios de água da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Existe uma preocupação a nível de Brasil de ter um racionamento, embora o governo esteja garantindo que não vai ocorrer. Com base nisso está se acionando todas as usinas térmicas a diesel e a gás natural. Essas usinas geram energia elétrica em média 10 vezes mais cara do que a geração hídrica e para cobrir esse custo adicional, o governo federal implantou há vários anos o mecanismo das bandeiras tarifárias e a bandeira tarifária mais cara, quando a situação está mais crítica é a bandeira vermelha patamar 2 que tem acréscimo de R$6,24 para cara 100 KWh mais os impostos”, explica.

Manoel ainda ressalta que o Governo Federal está acionando a bandeira porque precisa armazenar água nesse momento e evitar um possível racionamento no futuro, situação que já foi vivida no Brasil há muitos anos. “Vai gerar energia elétrica por sistema interligado no país às usinas térmicas a diesel e a gás para pagar essa diferença é preciso colocar o patamar 2. Eu estava na Celesc quando houve o racionamento e é um processo traumático para a sociedade, para a economia e para a vida das pessoas e o que se pode fazer para economizar nesse momento é economizar”, destaca.

Dicas de Economia de Energia

Segundo Manoel, o maior consumidor de energia elétrica dentro de uma residência, na ordem de 60% são os eletros que aquecem como, chuveiros, aquecedores, ar condicionado em temperatura mais quente e ferro de passar.  Nesse sentido, o ideal seria usar o mínimo possível, diminuindo tempo dos banhos, ligando o aquecedor apenas no momento em que realmente estiver no ambiente, acumulando as roupas para passar de uma só vez.

Eletros que refrigeram consomem muita energia em uma residência, então vale conferir as portas da geladeira, não usar o eletrodoméstico para secar roupas. Trocar as lâmpadas para led também é uma boa idéia. “A economia de energia elétrica hoje são duas coisas: Mudança de hábito e investimento em tecnologia”, pontuou o gerente da Celesc.

Entenda o sistema de bandeiras

Criado pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração. Com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente para o consumidor tem a melhor informação, para usar a energia elétrica de forma mais eficiente, sem desperdícios.