Alto Vale
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no início da semana um reajuste nos valores da bandeira tarifária amarela e da bandeira vermelha, nos patamares 1 e 2. O anúncio já vem preocupando moradores que antes mesmo de receberem a conta, estudam alternativas para reduzir o uso e economizar.

O maior reajuste ocorreu na bandeira amarela, que passou de R$ 1 a R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) – uma alta de 50%. O patamar da bandeira vermelha 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh, alta de 33,3%, e o patamar 2 da bandeira vermelha passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos, alta de 20%. Os novos valores serão: bandeira amarela: R$ 1,50; bandeira vermelha 1: R$ 4,00; e bandeira vermelha 2: R$ 6,00.

A balconista de loja, Caiane Mendes, destaca que esse aumento preocupa porque deve impactar financeiramente no orçamento familiar. “Com essa notícia do aumento de energia, o que nos resta é se preparar e já ir tentando reduzir e economizar em casa. Acredito que se cada um se prevenir e poupar, esse pouco vai fazer a diferença”, ressaltou.
O reajuste servirá para ajustar o valor do custo extra a ser cobrado dos consumidores em períodos em que a produção de energia ficar mais cara e o objetivo principal, é que a arrecadação com as bandeiras fique o mais próximo possível do valor extra gasto com a geração de energia.

O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, informou, a atitude evitará que a conta da bandeira tarifária fique deficitária em 2019. Em 2017, a conta da bandeira fechou com um déficit de R$ 4,4 bilhões e em 2018 o déficit foi de cerca de R$ 500 milhões. Esses déficits foram incluídos nos reajustes tarifários. “A revisão é necessária para que não haja um déficit ainda maior em 2019, que terá que ser pago nas tarifas de energia em 2020”, afirmou. Segundo ele, os novos valores são mais adequados ao real custo de geração deste ano”.