Política
Foto: Helena Marquardt/DAV

Reportagem Helena Marquardt/DAV

O policial rodoviário federal, Manoel Fernandes Bittencourt é um dos pré-candidatos a prefeito pelo PT de Rio do Sul e revelou que a convenção neste sábado (12), de forma virtual,  vai definir a viabilidade de uma chapa majoritária ou se a sigla irá optar apenas por ter uma chapa de vereadores.

Em entrevista ao DAV, ele garante que a candidatura majoritária será uma decisão coletiva e consciente.  “Para manter uma candidatura majoritária é preciso ter uma estrutura mínima de militância que abrace essa ideia. Se você percebe que não tem fica difícil querer, ainda mais nos moldes que o PT faz campanha, com base no trabalho da militância, sem muitos recursos, afinal a maioria do PT são trabalhadores, assalariados que não dispõe de recursos para querer doar, mesmo que de forma correta. Esperar que venha recurso de Fundo Partidário é uma ilusão que está na cabeça do povo porque nos pequenos municípios acaba não chegando. Esse valor fica nos grandes municípios onde os partidos têm interesse e para onde acabam destinando”, falou.

Graduado em Direito e Administração e com três pós-graduações, ele diz que apesar de poucas pessoas saberem ele é militante do PT desde 1986, mas é pouco conhecido no meio político por justamente nunca ter misturado a militância com seu trabalho na PRF.  “Se estou no meu trabalho como policial estou focado nisso e não faço uso disso para envolvimento político por uma questão de ética, então muitos desconhecem o meu envolvimento com a política, mas acredito que se o mundo em que vivemos não está de uma forma correta, como queremos, o cidadão tem a obrigação de tentar fazer algo e a boa política é uma forma para isso ”, opina

Questionado sobre a imagem do partido, muito criticado por uma parte da população, ele respondeu que acredita que existe um preconceito causado por um desgaste pela divulgação de notícias falsas. “Todo partido que fica um bom tempo no governo tem um desgaste natural, mas quando a oposição começou a perder eleições, uma atrás da outra, partiu para o tudo ou nada e foi criada uma máquina de notícias falsas. Mas se você perguntar para uma pessoa por que ela não gosta do PT as respostas são sempre baseadas nas notícias falsas que ouviram. Se criou um ódio de um partido a partir de mentiras e isso aqui na região é ainda mais forte que em nível nacional”, avalia.

Atualmente o PT de Rio do Sul conta com cerca de 300 filiados e perguntado sobre a possibilidade de integrar uma chapa com outros partidos o pré-candidato acha que isso é improvável. “Tivemos uma conversa direta com outro partido e uma conversa não oficial com outra sigla, mas acho muito difícil que a gente venha a fazer qualquer tipo de coligação pelo que temos visto das conversas dos bastidores de possíveis alianças. Não iriámos para uma coligação juntando muitos partidos como temos visto. Aexperiência nos mostra que depois não é possível implementar aquilo que é  correto para a administração pública. Não adianta chegar no poder por chegar”, ressalta

Mandato com orçamento participativo

O policial rodoviário federal já foi candidato a vereador em 2012 e obteve 618 votos , mas apesar de não ter se elegido ele diz que nunca desistiu de militar e trabalhar pela comunidade. Caso fosse eleito, Manoel revela que se aposentaria e se dedicaria exclusivamente ao mandato que segundo ele seria feito de forma participativa com uma avaliação da situação da cidade, orçamento e discussão com a comunidade do que seriam as prioridades em cada bairro e cada área.