Alto Vale
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Reportagem: Helena Marquardt/DAV

Enquanto a maioria dos empresários decidiu congelar investimentos e muitos optaram inclusive por encerrar negócios e demitir colaboradores, algumas cidades do Alto Vale como Lontras e Rio do Sul vêm se destacando abertura de novas empresas e na geração de empregos. Diferentes ramos mostram que é possível superar desafios e criar oportunidades num dos momentos mais difíceis da economia.

Em Rio do Sul, apesar da pandemia os números são extremamente positivos. De janeiro até agora foram 274 empresas abertas e 127 fechadas, ou seja, um saldo positivo de 147. Os dados de 2020 também mostram que o município tem sido visto como uma ótima opção para investimentos. No ano passado foram 1.293 empresas abertas e 465 fechadas, ou seja, um saldo de 828.

Uma das empresas que se instalaram na capital do Alto Vale é a Organic Food, um restaurante voltado à alimentação natural e que tem feito o maior sucesso já nas duas primeiras semanas de funcionamento. O empreendedor Renan Rafael Ribeiro explica que ele decidiu investir na cidade após fazer uma análise de mercado e identificar uma oportunidade. “Avaliando o mercado percebemos que não tinha nenhum restaurante desse segmento e decidi apostar. Hoje já estamos com nove colaboradores e estou muito contente com os resultados que estamos tendo”, conta.

Lontras é uma das cidades que mais cresce economicamente

Em Lontras o setor de desenvolvimento econômico revela que só neste ano foram abertas 146 empresas. Desse total 86 optaram pela modalidade de micro empreendedor individual e outras 60 apenas como pessoas jurídicas não optantes pelo MEI. O secretário da Fazenda do município, Sérgio Maggio acredita que os números são bastante positivos, mas não são por acaso. “Viemos há alguns anos acompanhando os números e o município de Lontras realmente está em crescimento até por uma questão de oportunidade, do atendimento que damos direcionado ao empreendedor. Temos uma facilidade para a abertura de novas empresas, tanto é que a média é de dois dias e algumas horas para aprovação da viabilidade e entendemos que tudo isso gera movimento econômico e empregos”, opina.

Uma das empresas que se instalou recentemente na cidade foi a Objeto Brasil que atua no setor têxtil. Inicialmente foram nove empregos gerados e hoje esse número já subiu para 25, mas a ideia é dobrar esse total até o final do ano. “A empresa já estava prospectando essa expansão há algum tempo e procurando uma região com mão de obra qualificada. Esse projeto estava parado, mas até por causa da pandemia acabou avançando. Hoje temos muita dificuldade de encontrar facções e por isso decidimos montar uma unidade de costura para ter uma garantia de que pelo menos 30% da produção seja feita interna”, comentou o gestor de RH, Alexsandro Nunes Lourenço.

A empresa abriu no dia 1° de março e o gerente comenta que a produtividade já mostra o potencial do município. Ele destaca que esse investimento na nova unidade de costura vai diminuir os custos com logística e melhorar a qualidade da produção.